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março 28, 2012

Um Editorial e tanto





Quem senta no próprio rabo e se põe a cortar o dos outros corre o risco de se tornar anuro na primeira vacilada. Esse aforismo construído a martelo ilustra bem a situação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que passou anos na Câmara Alta interpretando o papel de Catão, o Censor, e, tal qual o político romano, defendendo rígidos valores éticos e acusando supostos ou comprovados transgressores da lei e dos bons costumes. De repente, fica-se sabendo de suas relações muito próximas com um notório contraventor, pivô do primeiro grande escândalo do governo Lula, o bicheiro Carlinhos Cachoeira, amigo íntimo e parceiro constante, a julgar pelas mais de 300 ligações telefônicas gravadas entre os dois pela Polícia Federal. Demóstenes viu-se forçado, ontem à tarde, a renunciar à liderança do DEM no Senado e encara a possibilidade de ser expulso do partido, conforme admitiu o presidente da legenda, o senador Agripino Maia (RN), caso o procurador-geral da União decida propor ao STF, com base em "argumentos sólidos", o indiciamento do senador goiano. E cabe, aliás, perguntar: por que ainda não propôs?
O caso Demóstenes é mais um que se inscreve na galeria dos recentes atentados à ética na vida pública. Independentemente de pronunciamento da Justiça sobre o episódio, o senador democrata já está em débito com as práticas saudáveis da política republicana pelo simples fato de ter, até o momento, resistido à obrigação que sua condição de homem público lhe impõe de prestar amplo esclarecimento sobre as acusações extremamente graves que lhe têm sido feitas, como a de ter pedido ou aceitado dinheiro emprestado do bicheiro Cachoeira, preso em decorrência da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Aperte aqui e leia o editorial Diferentes, porém iguais na íntegra.



setembro 05, 2011

O Piauí é notícia!


DEU NO ESTADÃO:

Por João Domingos:


CORONEL JOSÉ DIAS (PI) - Por R$ 20 mil é possível comprar uma casa de 100 m² num lote de 300 m² na cidade de Coronel José Dias, a 550 quilômetros ao sul de Teresina. Mas um quiosque de 25 m² poderá custar aos cofres públicos R$ 239,5 mil, ou R$ 9.582 o metro quadrado, valor equivalente ao cobrado em áreas nobres de São Paulo ou Brasília.
Até o senador Wellington Dias (PT-PI), então governador do Piauí quando a obra começou, admite que a situação de Coronel José Dias "é constrangedora" e "motivo de vergonha". A cidade, próxima a duas das principais entradas do Parque Nacional da Serra da Capivara, tem 4.541 habitantes, dos quais cerca de 2 mil na área urbana e o restante em 13 comunidades rurais. A sede não comporta nove quiosques – por coincidência, o número de vereadores da cidade.
Mesmo assim, o governo do Estado decidiu fazê-los. Oito deles começaram a ser levantados ao longo da BR-020 no trecho de cerca de 1 quilômetro que corta a cidade. O outro fica na Praça São Pedro, distante 600 metros.

Aperte no link, no alto, e leia a matéria na íntegra.

setembro 04, 2011

O Piauí é notícia!



DEU NO ESTADÃO:


Aeroporto de R$ 20 milhões no Piauí já gastou R$ 25 milhões e ainda não existe

Por João Domingos

Foto: Beto Barata / AE.

SÃO RAIMUNDO NONATO (PI) - A ideia é que no futuro pesquisadores, estudantes, turistas e curiosos de todo tipo que quiserem conhecer o passado do primeiro homem a habitar as Américas descerão de modernos jatos num aeroporto com pista de 2,5 mil metros, no meio da caatinga, em São Raimundo Nonato, no sul do Piauí, a 503 quilômetros de Teresina. O confortável terminal mescla a arquitetura futurista com um símbolo do passado, que poderá ser visto dos céus pelos que chegam – o desenho de uma capivara prenhe, a primeira mostra dos tesouros arqueológicos do Parque Nacional da Serra da Capivara.
Por enquanto, no entanto, em vez do terminal em forma da capivara que espera um filhote, quem chega ao aeroporto vê uma carcaça de ferros retorcidos, concreto aos pedaços, tijolos amontoados, tocos de madeira e pregos enferrujados. Isso porque as verbas públicas para a construção do Aeroporto Serra da Capivara seguiram o rumo de tantas outras destinadas a projetos tão ou mais importantes: sumiram. Como sumiu o dinheiro para a edificação de nove quiosques na cidade vizinha de Coronel José Dias, a 30 quilômetros dali (leia abaixo).
O enredo em São Raimundo Nonato tem o perfil das irregularidades detectadas pelas auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e investigações da Polícia Federal nas verbas do Turismo: dinheiro do orçamento público que começou a ser liberado no fim de um governo e vai pingando com critério eleitoral, empreiteira de político contratada e zero de comprometimento administrativo com o projeto de incentivar o turismo.
Um funcionário. O Aeroporto Serra da Capivara deveria ter um custo total de R$ 20 milhões, mas a obra já consumiu R$ 25 milhões e vai precisar de mais R$ 8 milhões para ser concluída – e não se sabe quando. A empreiteira Sucesso, que deverá tocar a obra até o fim, informou que não sabe quando recomeçará a trabalhar na construção do terminal. Por enquanto, mantém lá apenas um funcionário, que faz a vigilância da área. A Sucesso pertence ao senador João Claudino (PTB-PI).


Aperte no link, no alto, e leia a matéria na íntegra.

maio 10, 2011

Apropriação indébita*

Por Dora Kramer


Foto de autoria não identificada.

Um acordo entre governo e oposição na Comissão Mista que aprovou o Orçamento da União para 2011 elevou em R$ 100 milhões - de R$ 165 para R$ 265 milhões - o montante reservado para os partidos políticos.
Levantamento publicado ontem pelo Estado revela que o "reajuste" atende de modo especial ao PT e ao PSDB, cujos déficits relativos às campanhas eleitorais de 2010 correspondem exatamente à diferença entre as quantias que recebiam e as importâncias que passam a receber do fundo partidário.
O PT, que fechou as contas do ano passado com um rombo de R$ 16 milhões, em 2011, receberá do fundo R$ 16,8 milhões a mais. O PSDB, que registrou um déficit de R$ 11, 4 milhões, terá direito a um extra no mesmo valor.
Mais claro impossível: os líderes do governo e da oposição usaram suas prerrogativas parlamentares para, com o dinheiro público, urdir uma conta de chegar ao molde das necessidades dos respectivos cofres partidários.
O Poder Executivo viu, mas consentiu. A presidente Dilma Rousseff, "alertada" sobre os riscos de eventual veto à manobra para futuras votações de interesse do governo no Congresso, deixou passar.
Afinal, devem ter argumentado os conselheiros, todos os partidos participaram do acerto e R$ 100 milhões a mais ou a menos não valeriam a confusão.
Nessas horas e diante de atos como esse é que a gente percebe algumas das razões pelas quais a oposição no Brasil é tão branda. Quando compactua com um truque de natureza tão mesquinha com vistas a arrumar suas finanças partidárias, perde autonomia para exercer a delegação que recebeu das urnas para fiscalizar a atuação dos governistas, dentro e fora do Congresso.
Os críticos, muitos, falam em "financiamento público disfarçado". Acertam no substantivo - é financiamento público sim, uma vez que o fundo partidário pode ser usado como os partidos bem entenderem, inclusive se entenderem que devem usar o dinheiro para financiar campanhas.
Mas erram no adjetivo - não há nada de "disfarçado" nisso. A prevaricação é explícita.


Leia a íntegra no Estadão.

março 11, 2011

Tragédia no Japão

 

tsunami_japao_kyodo_reutersFoto: Kyodo/Reuters.

DO ESTADÃO:

TÓQUIO -  Um forte terremoto de magnitude 8,9 afetou vastas áreas no nordeste do Japão nesta sexta-feira e provocou um tsunami de 10 metros de altura que arrasou casas, prédios e áreas agrícolas, deixando pelo menos 133 mortos e 544 feridos. Outras 350 pessoas estão desaparecidas, segundo a polícia. Em Sendai, entre 200 e 300 mortos foram encontrados afogados após o tsunami, mas estas mortes ainda não foram contabilizadas no balanço oficial.

 

Aperte aqui e leia a íntegra da matéria.