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setembro 05, 2011

O Piauí é notícia!


DEU NO ESTADÃO:

Por João Domingos:


CORONEL JOSÉ DIAS (PI) - Por R$ 20 mil é possível comprar uma casa de 100 m² num lote de 300 m² na cidade de Coronel José Dias, a 550 quilômetros ao sul de Teresina. Mas um quiosque de 25 m² poderá custar aos cofres públicos R$ 239,5 mil, ou R$ 9.582 o metro quadrado, valor equivalente ao cobrado em áreas nobres de São Paulo ou Brasília.
Até o senador Wellington Dias (PT-PI), então governador do Piauí quando a obra começou, admite que a situação de Coronel José Dias "é constrangedora" e "motivo de vergonha". A cidade, próxima a duas das principais entradas do Parque Nacional da Serra da Capivara, tem 4.541 habitantes, dos quais cerca de 2 mil na área urbana e o restante em 13 comunidades rurais. A sede não comporta nove quiosques – por coincidência, o número de vereadores da cidade.
Mesmo assim, o governo do Estado decidiu fazê-los. Oito deles começaram a ser levantados ao longo da BR-020 no trecho de cerca de 1 quilômetro que corta a cidade. O outro fica na Praça São Pedro, distante 600 metros.

Aperte no link, no alto, e leia a matéria na íntegra.

setembro 04, 2011

O Piauí é notícia!



DEU NO ESTADÃO:


Aeroporto de R$ 20 milhões no Piauí já gastou R$ 25 milhões e ainda não existe

Por João Domingos

Foto: Beto Barata / AE.

SÃO RAIMUNDO NONATO (PI) - A ideia é que no futuro pesquisadores, estudantes, turistas e curiosos de todo tipo que quiserem conhecer o passado do primeiro homem a habitar as Américas descerão de modernos jatos num aeroporto com pista de 2,5 mil metros, no meio da caatinga, em São Raimundo Nonato, no sul do Piauí, a 503 quilômetros de Teresina. O confortável terminal mescla a arquitetura futurista com um símbolo do passado, que poderá ser visto dos céus pelos que chegam – o desenho de uma capivara prenhe, a primeira mostra dos tesouros arqueológicos do Parque Nacional da Serra da Capivara.
Por enquanto, no entanto, em vez do terminal em forma da capivara que espera um filhote, quem chega ao aeroporto vê uma carcaça de ferros retorcidos, concreto aos pedaços, tijolos amontoados, tocos de madeira e pregos enferrujados. Isso porque as verbas públicas para a construção do Aeroporto Serra da Capivara seguiram o rumo de tantas outras destinadas a projetos tão ou mais importantes: sumiram. Como sumiu o dinheiro para a edificação de nove quiosques na cidade vizinha de Coronel José Dias, a 30 quilômetros dali (leia abaixo).
O enredo em São Raimundo Nonato tem o perfil das irregularidades detectadas pelas auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e investigações da Polícia Federal nas verbas do Turismo: dinheiro do orçamento público que começou a ser liberado no fim de um governo e vai pingando com critério eleitoral, empreiteira de político contratada e zero de comprometimento administrativo com o projeto de incentivar o turismo.
Um funcionário. O Aeroporto Serra da Capivara deveria ter um custo total de R$ 20 milhões, mas a obra já consumiu R$ 25 milhões e vai precisar de mais R$ 8 milhões para ser concluída – e não se sabe quando. A empreiteira Sucesso, que deverá tocar a obra até o fim, informou que não sabe quando recomeçará a trabalhar na construção do terminal. Por enquanto, mantém lá apenas um funcionário, que faz a vigilância da área. A Sucesso pertence ao senador João Claudino (PTB-PI).


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