CADÊ?
outubro 02, 2008
No PI, boato sobre Bolsa Família assusta eleitores*

Traz o seguinte boato, travestido de notícia: as famílias pobres atendidas pelo Bolsa Família perderão o benefício.
Chama-se Francisco Furtado o prefeito de Coivaras. É filiado ao PSDB. Vai às urnas no domingo (5) como candidato à reeleição.
Preocupada com os efeitos do boato, a prefeitura apressou-se em desmenti-lo. De resto, informou ao Ministério do Desenvolvimento Social acerca dos falsos rumores.
Coube à secretária de Assistência Social de Coivaras, Janaínna Portela, fazer contato com Brasília. Ela diz que a publicação anônima, além de “mentirosa”, é “maldosa”.
Dias atrás, noticiou-se que o Bolsa Família virou uma nova modalidade de cabresto eleitoral no Nordeste. O governo, em nota, condenou o uso do programa para fins eleitorais.
Passa da hora de converter a condenação retórica em investigação policial. Imcompreensível, por exemplo, que a prefeitura de Coivaras não tenha se reportado ainda ao Ministério Público.
PS.: Ilustração via blog do Orlandeli.
* Postagem extraída do blog de Josias de Souza, publicada ontem.
A última ceia*

A mulher, que há uma semana nem lhe atendia os telefonemas, agora lhe acenava com o que, com freqüência, negara. Redimir-se-ia porém, hoje, do batom na cueca.
Às escuras, a casa. Qual a surpresa? A mulher, na cama, nuinha, ou numa lingerie provocante? “Amor?”, sussurrou. “Cadê você?” O quarto: porta entreaberta. A cortina penumbrava mais ainda o ambiente, impedindo o fulgor lunar daquela noite. Vulto da mulher na cama, deitada, as pernas semi-abertas, os braços erguidos, chamando-o.
Mal se desfez de toda a roupa atirou-se sobre a mulher, e o abajur repentinamente aceso revelou E., A., J. e M. que, nuas e em uníssono, gritaram “Surpresa!”, e se arremessaram sobre ele. “O que é isso?”, balbuciou. A mulher disse que o amava demais e que, entre procurar outra na rua, que não conhecia, preferia que ele se satisfizesse com ela e as amigas. Porque achou que o testavam, repeliu os toques. Mas, enquanto a mulher, A, J. e M. o subjugavam, E. imprimiu gestos audaciosos, com mãos e boca. Relaxou...
Sem limites — qualquer um! —, transou com a mulher, E., A. e J. Com a última, sabia, não resistiria ao gozo, inteiro que estava, seu corpo chocando-se com as nádegas da mulher. Gritou “Vou gozar”, e antes que M. anunciasse por completo o ápice, o estampido, e a última imagem vista, fixada na cabeceira da cama, um fragmento de seu cérebro.
Depois, apenas o corpo arremessado sobre M.


