CADÊ?
agosto 05, 2010
agosto 04, 2010
Brasil quer que ONU evite censura a países que violam direitos humanos*
DEU NO ESTADÃO:
Por Jamil Chade
"O governo brasileiro quer mudar a maneira como as Nações Unidas tratam as violações de direitos humanos no mundo. Em uma carta enviada a todos os Estados-membros da ONU, o Itamaraty propôs que a organização evite censurar publicamente regimes autoritários. A denúncia pública é considerada a principal forma de pressiona um país acusado de atentar contra os direitos humanos a mudar sua conduta.
O Brasil defenderá o diálogo com regimes violadores na revisão do funcionamento do Conselho de Direitos Humanos, que começa no fim do mês e termina em 2011. O argumento é que as reuniões de emergência da ONU detonariam crises internas.
As mudanças sugeridas na carta brasileira, datada de 19 de julho, à qual o Estado teve acesso com exclusividade, deve provocar controvérsia. Nos últimos anos, o Itamaraty evitou condenar países violadores nos órgãos da ONU. A estratégia é abster-se em votações sobre alguns casos e manter o diálogo, mesmo com governos que reconhecidamente cometeram atrocidades.
Em diversas ocasiões, o Brasil manteve-se distante dos países que criticaram abertamente Coreia do Norte, Irã, Sri Lanka, Sudão, entre outros governos, por desrespeitar direitos fundamentais. Para o Itamaraty, durante anos, a ONU virou palco de condenações e ataques que nunca resolveram as violações de direitos humanos. Nessas ocasiões, entidades como Anistia Internacional e Human Rights Watch criticaram a opção brasileira pelo silêncio. Brasília rejeita a avaliação e insiste que o atual sistema também não funciona."
* Clique aqui e veja a matéria na íntegra.
Nota: As fotos, de autorias não identificadas, não integram, no original, a matéria.
Um filme apropriado para o momento
Seria interessante que alguém próximo ao presidente Lula sugerisse-lhe a exibição de O Apedrejamento de Soraya M. (The Stoning of Soraya M), de 2008, dirigido por Cyrus Nowrasteh, para que o nosso líder conhecesse um pouco mais sobre o Irã, e, assim, pudesse refutar Ramin Mehmanparast.
O filme, baseado no livro homônimo do autor franco-iraniano Freidoune Sahebjam, ao narrar a trajetória de uma mulher que foi acusada de adultério e é apedrejada até a morte, denuncia a forma injusta como as mulheres são tratadas em diversos países islâmicos fundamentalistas.
O livro também é recomendado.
agosto 03, 2010
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