CADÊ?

novembro 29, 2008

Par e ímpares*


João amava Teresa. Teresa amava Raimundo. Raimundo amava Maria. Maria amava Joaquim. Joaquim amava Lili. Lili amava J. Pinto Fernandes.
J. Pinto Fernandes amava J. Pinto Fernandes.



* Conto extraído do Confraria Tarântula, publicado novembro, 27.

Comemoração antecipada


Torcedores do São Paulo Futebol Clube programam para este domingo a Festa do Hexa. Contam, pelo visto, com uma vitória sobre o sofrível (principalmente para torcedores como eu) Fluminense Futebol Clube. Não sou, como outras pessoas, portador de premonição. Mas há duas semanas tenho dito que o tricolor paulista não vencerá facilmente o carioca. Escoro-me nos placares de partidas entre os dois clubes, favoráveis ao time do Rio, neste ano.
Talvez reforce a minha tese a comemoração antecipada que, via de regra, resulta em revés.
De qualquer sorte, o importante, semelhante ao título do Brasileirão, é o Fluminense permanecer na primeira divisão.

novembro 27, 2008

Violator em Teresina

Esta eu devo a Renata Pitta, que me avisou que o Violator, banda brasiliense de thrash metal, formada no início de 2002, estará em Teresina no próximo sábado, 29. Eis o anúncio que recebi:

novembro 23, 2008

Armazém Paraíba: desperta em qualquer lugar


A programação é seguida rigorosamente. Depois de estremecer as redondezas do Teresina Shopping com show pirotécnico, Daniel entoou repertório conhecido. O ponto alto do mau gosto foi o surpreendente aniquilamento, por infelizes desafinados, da já ordinária O menino da porteira.

Tento assistir a algum filme na TV. Daniel não deixa.

Finda a apresentação de Daniel por volta da meia-noite, e Zezé de Camargo e Luciano continuam a me torturar com o famigerado repertório sertanejo.

Por que não me dediquei à meditação transcendental?


novembro 22, 2008

Paraíba Music


Vejo no site do Armazém Paraíba:

"O mega show trará à capital grandes estrelas nacionais da música, como Zezé Di Camargo e Luciano, Fabrícia e Banda, Daniel, Banda Calypso e Banda Collo de Menina, em uma única noite. As atrações musicais farão apresentações marcantes cantando seus antigos e novos sucessos, em uma superestrutura de som e de iluminação, formada por três palcos. O espetáculo acontecerá AMANHÃ (22/11), a partir das 20h, na Arena Show do Teresina Shopping.
Para criar um espetáculo único, o espaço terá a dimensão de 50 mil m2 , ideal para receber o público da capital e de cidades vizinhas, com conforto e tranqüilidade. Para isso, a festa disponibilizará ainda uma ampla estrutura de segurança, com a presença da Polícia Militar, Polícia Civil, Strans, Cipitran e Corpo de Bombeiros. Além disso, contará com segurança privada, credenciada pela Polícia Federal, totalizando 800 homens que trabalharão em parceria com os órgãos de Segurança Pública envolvidos com o evento. De forma a garantir total segurança ao público, todas as pessoas serão revistadas na entrada do show, não sendo permitida a entrada com bebidas alcóolicas e comidas.
Outro destaque da Arena Show são duas grandes áreas destinadas a bares, restaurantes e
lanchonetes, com diversos pontos de alimentação, oferecendo desde a comida japonesa ao tradicional sanduíche. O evento também colocará à disposição do público postos médicos, ambulâncias e banheiros químicos. Haverá ainda uma plataforma especial para os cadeirantes, priorizando o acesso a pessoas com deficiência.
Assim, o Paraíba Music ficará na história dos grandes shows populares promovido pelo Armazém Paraíba ao longo de seus 50 anos. Isso porque, além de oferecer uma noite de alegria, a iniciativa também promoverá a solidariedade por meio da arrecadação de alimentos que serão distribuídos, em Teresina e em cidades do interior do Estado, junto a entidades de apoio social com reconhecida atuação em benefício de comunidades carentes."

Sob o pretexto, pois, de comemorar os seus 50 anos, o Armazém Paraíba não deixa ninguém que more na cercania do Teresina Shopping descansar desde a tarde de hoje, com as passagens de sons, que prenunciaram uma longa noite para que deseja apenas dormir.

Confesso que, desde que soube das atrações do Paraíba Music, quis distância do evento. Pois estava enganado. Não fui ao show mas o estou ouvindo como se lá estivesse. Não faz muito, por exemplo, que Fabrícia e Banda deixou o palco, com o seu repertório de axé.

Preparo-me para o show pirotécnico e, depois, se obedecida a programação, e aposto que será, para apresentação de Daniel.

A noite, definitivamente, será longa. E o som desconfortável aos meus ouvidos.


novembro 20, 2008

Outras intervenções de Banksy

Banksy iniciou no grafite em sua cidade natal, Bristol, grã-bretanha.

Intervenções


Bansky é, como eu diria?, mais do que Antenor Alves da Silva e Sousa Martins Júnior, uma vez que ninguém sabe de sua identidade. Bansky, como se vê das fotografias que ilustram esta postagem, é grafiteiro. E na grã-bretanha, não obstante a genialidade do grafiteiro, grafite é crime. Esta é, em verdade, a razão para o seu anonimato.

Máximo

Antenor Alves da Silva e Sousa Martins Júnior


Antenor Alves da Silva e Sousa Martins Júnior, filho de Antenor Alves da Silva e Sousa Martins e Antonieta Araújo Neponuceno da Silva e Sousa Martins, nasceu em Teresina, em 1953, fevereiro, 16. Estelionatário, arrombador e aspirante a político e a escritor. Iniciou a carreira criminal como integrante quadilha do Pezão. Idealizou, fundou e chefia o bando que recebe o seu nome. Considera-se uma espécie de Robin Hood, uma vez que os alvos das ações do grupo têm sido pessoas que se locuplentam, segundo imagina, de alguma forma, como integrantes do Governo ou como produtores culturais. Pretende, com o fruto de assaltos, eleger-se deputado federal em sigla, entre as existentes, a ser definida. Almeja, com o romance Gazuas e Pés-de-cabra, ainda em face de gestação, alcançar a condição de acadêmico em quaisquer das academias de letras existentes no Piauí, até porque, presume ele, alguns imortais obtiveram a condição de acadêmicos com meros discursos.
A exceção de fotografia, obtida em identificação criminal, arquivada na repartição competente, Antenor Alves da Silva e Sousa Martins Júnior não pretende se expor. Tanto que este blog deixa de veicular a sua foto. Alega Antenor Alves da Silva e Sousa Martins Júnior que não há estranheza em seu comportamento, que segue, quanto à sua vida privada, comportamento arredio de outros escritores. Não há, decerto, verbete em qualquer enciclopédia ou dicionário acerca da personalidade.

Mais 1ª Jumpin' Jack Fest

Foto: Lunara Soares
Este blogueiro, Jack Daniel's e Jack Caolho.
Foto: Lunara Soares
Gilnaira Soares e Edson Araújo, em primeiro plano; Greice e Thiago Ramon, em segundo plano.
O vocalista Genésio Rocha
Foto: M. de Moura Filho
e seu fã-clube
Foto: M. de Moura Filho

1ª Jumpin' Jack Fest

Apenas para registro. Realizou-se, em outubro, 25, a 1ª Jumpin' Jack FEST, testemunhada por 200 pessoas, o número total de ingressos disponibilizados. A Jack Caolho desfiou um repertório irrepreensível, e com competência. Repertório eclético, diga-se de passagem, que, entre tantos, sensibilizou a este blogueiro, presente à festa com Lunara Soares
Foto: Gilnaira Soares
e ao tarântula J. L. Rocha do Nascimento, acompanhado por ZenaideFoto: Lunara Soares
Foi, sem dúvida, uma noitada e tanto. Este blogueiro e J. L. Rocha do Nascimento, a propósito, com o repertório de Jack Caolho, remoraram o período em que viveram no Parque Piauí, principalmente frequentando a casa de Amaral, sob a proteção de Dona Dalva.


novembro 16, 2008

Literatura Picoense?*


Leio na imprensa sobre um tal Seminário de Literatura Picoense. Literatura picoense? Por Júpiter, até que existe uma literatura de autores piauienses, mas daí a haver uma literatura teresinense, um literatura parnaibana, uma literatura florianense... Sabe qual é o perigo que há, para além do ridículo de uma tolice dessas? Não demora e surge a literatura da Vermelha, a literatura da Piçarra, a literatura do Itararé e, pior ainda, a literatura da Rua Santa Luzia, na Piçarra, a literatura da Rua Pacatuba, no Barrocão... Eita Piauí difícil, Deoclécio! Vivo, e não vejo tudo! Literatura Picoense? Uma piada pronta --- e de muitíssimo mau-gosto e ignorância.


* Postagem extraída de AirtonSampaioBlog, veiculada hoje. Registre-se que tal o evento é patrocinado pela Academia de Letras da Região de Picos - ALERP, presidida pelo culto jornalista Francisco das Chagas de Sousa, segundo informado pelo Portal 180graus.

Carta Aberta a Kenard Kruel e Chico Castro*


Caríssimos Kenard e Chico,

Volto a me referi sobre a publicação do e-mail que o poeta/pesquisador Chico Castro dirigiu a mim recentemente e que trouxe a tona algumas reflexões sobre o meu blog e, principalmente, sobre o SALIPI.

De fato, kenard Kruel, o e-mail enviado por Chico Castro foi publicado no meu blog mais como forma de mostrar que esta ferramenta está sendo lida por pessoas como ele, um homem das letras em tempo integral. A titulação de "carta aberta" foi posta por você no seu blog horas depois.

De fato, Chico Castro, o e-mail tinha e tem endereçamento particular, mas senti o desejo de colocá-lo a público por razões já ditas em postagens anteriores, tais como a visão crítica sobre o meu blog e, acima de tudo, uma breve reflexão sobre algumas iniciativas culturais que nos interessam, o SALIPI, por exemplo. As questões pessoais não são o foco central, apesar de que algumas mexem em atitudes que devem ter outro rumo e feridas que precisam ser saradas para que se possa continuar sempre. Publiquei no meu blog, também, por outra razão mais significativa pra mim, a liberdade de expressão. Defendo-a com unhas e dentes diante de uma imprensa piauiense amordaçada e de jornalistas formados em escolas que lhes tiraram a capacidade crítica e criativa, tiraram a leitura ampla, também.

Por fim, Chico Castro e Kenard Kruel, continuarei a favor da liberdade de expressão no meu blog e quanto ao SALIPI encerro minha discussão sobre o mesmo, apenas deixo a cargo dos seus organizadores se mudam de rumo ou não. Não tenho grandes preocupações em inteferir num ambiente cultural que se reduziu a "roda de capoeira", "tambor de crioula", "hip hop" e seminários vazios pagos pelo dinheiro do contribuinte. Isso não é preconceito, apenas enxergar mais longe e acreditar que cultura/arte devem está acima dos oportunismos e da falta de sensibilidade criativa de quem está a frente daquilo que hoje se chama de políticas públicas de cultura (ridícula esta expressão pomposa do arremedo de esquerda) implantado por aqui.

Ps. Kenard Kruel, desculpa, mas fui embora daquele jeito domingo do auditório torquato neto porque não gosto do que está fazendo aquela senhora de fita branca na cabeça parecendo a mama do nada.


* Postagem extraída do blog de Emerson Araújo, publicada em novembro, 12. Kenard Kruel, na mesma data, veiculou-a em seu blog, sob o titulo Carta Aberta a Chico Castro e a Kenard Kruel.

Carta Aberta de Chico Castro a Kenard Kruel*



meu caro kenard o meu e-mail dirigido ao poeta e emérito professor emerson tinha um caráter particular. não fui quem colocou o título "carta aberta". contudo serviu para alguma coisa nessa província de jornais amordaçados pela censura subjetiva.
meu amigo wilson figueredo, ex-JB, com que estive na XIII bienal do livro do rio de janeiro,no ano passado, me disse uma coisa muita séria: "não há mais jornalismo no Brasil, mas apenas jornalistas". de fato, é assim mesmo. os jornais estão cheios de focas. os meninos e meninas que saem do curso de comunicação são de uma ignorância cultural de causar espanto.
me lembro que nos anos 90, na sede da UBE - PI, uma jornalista que foi cobrir uma homenagem ao escritor o. g. rêgo de carvalho chegou por lá perguntando quem daqueles senhores que estavam na minha roda, era o renomado ficcionista oeirense!!!!!
é por isso qe eu acho que o Salipi deveria preencher a lacuna deixada pela imprensa local. até acho também que a imprensa melhorou muito nesse quesito. afinal, a primeira página de cultura diária, no piauí, foi criada por você no extinto jornal da manhã, em meado dos anos 80, para a qual dei uma modesta contribuição.
quanto ao airton sampaio foi uma falha minha não incluí-lo no rol dos grandes nomes da contística piauiense. uma geração de autores sem similar na literatura piauiense. o airton ainda tem a vantagem de ser um dos melhores nomes da crítica literária, apesar da grandiosa timidez.
quanto ao cineas,a minha crítica se volta especialmente pela maneira como ele trata as pessoas. de um modo estranho para um professor de várias gerações. é o jeito dele, pode argumentar muita gente. mas, quem se habilita a ouvir tantos xingamentos, principalmente nós, que já ultrapassamos a casa dos 50?!!!!
é evidente que o Salipi é melhor nas mãos dele do que sob a direção da fundac ou da fundação monsenhor chaves... o que eu acho é que o Salipi deveria ter um conselho curador, para não ficar no terreno da pessoalidade, no caso o cineas, que não permite uma opinião contrária.
o professor e escritor wellinton soares me disse que, neste ano, quando sugeriu que o meu livro a coluna prestes entrasse na programação do salão, o cineas pulou para além dos cactos de caracol e sapecou esta: "o chico, não, os professores da ufpi acham que ele não tem método"... ou algo assim.. e ficou por isso mesmo. quer dizer agora que o critério é o consenso dos professores de história da ufpi? neste caso, então, por que a professora e doutora claudete dias nunca foi convidada? é um horror...
a história brasileira hoje está sendo escrita por jornalistas. no piauí, os melhores livros de história foram escritos por não-historiadores. ou seja, por pessoas que não tiveram a formação acadêmica na área. ou não? o movimento pela inserção da história do piauí no calendário cultural do estado nasceu fora da ufpi.... é essa a questão que eu levanto.
O salipi, assim como os professores de história da ufpi, corre o sério risco de se afastar da sociedade, embora muita gente vá ao salão...
mas não posso esquecer que foi o cinéas quem me deu duas resmas de papel para a edição do meu primeiro livro, camisa aberta e outros astrais, em 1976/77.
ps: você recebeu o meu artigo Adivinhe quem vem para o jantar? abraços Chico Castro.

*****

resposta à carta aberta de chico castro:
quando publiquei o seu e-mail ele já estava publicado no blog do poeta irmão emerson araújo. portanto, quem deu publicidade foi ele, não eu. apenas achei que deveria repercutir na kenard kaverna.
eu acho que deveríamos, sim, discutir o salipi, em todos os seus aspectos, para que ele não corra o risco de acontecer o que aconteceu com o salão de humor do piauí. ano passado foi uma merda. este ano, nem isso. sem equipe aberta, sem participação popular, dá nisso, caro chico castro, dá nisso!
concordo com você. eu, por exemplo, estou fazendo minha parte editando livros meus e de autores outros sobre a história do piauí. falar nisso, estou com mais de 50 mil fotografias antigas da história do piauí. quando vamos colocar em funcionamento o museu de imagem e som do piauí? estou pagando, do meu bolso, um profissional para digitalizar e recuperar todas as fotos que eu tenho na kenard kaverna.
.
o joão cláudio moreno me deu duas resmas de papel A4 para eu imprimir a boneca do livro torquato neto ou a carne seca é servida, em sua primeira edição de 44 páginas. ele era o todo poderoso presidente da fundação cultural monsenhor chaves. um pirralho, mas já se comportanto como gente adulta. ele sempre foi precoce, por isso o seu fracasso com as mulheres, dizem! (ai, meu deus, outra polêmica, não!!! sai pra lá, vanessa lobão!!!)...
.
não recebi convite seu desde o dia que você, mais uma vez, sem razão, brigou comigo. como puta velha, sempre o perdôo e volto para os seus braços a abraços.
não se deixe de mim. fique com deus, na paz do senhor. beijos kenardianos.


* Postagem extraída de Kenard Kruel: entre sem bater, publicada em novembro, 12. As fotos que ilustram esta reprodução, assim como suas montagens, são deste blogueiro.

Ainda O país dos petralhas em Brasília

Reinaldo Azevedo apresentando o seu O país dos petralhas. A Record, sempre que promove o lançamento de O país dos petralhas, distribui chapéus, criando, assim, mais uma identidade dos leitores com o autor.
A Livraria Leitura, quando já iniciada a sessão de autógrafos por Reinaldo Azevedo. Dá para se ter uma idéia do público, com a fila serpeando, lá do fundo da Leitura, rumo à porta.

novembro 14, 2008

O Acidente*


No velho três em um, Jean-Luc-Ponty e seus acordes alucinantes. A música o conduzia para bem longe. Sobre a mesa de centro, a taça com o cabernet sauvignon, de que ela não gostara porque o achou muito encorpado. Preferia ser irrigada com um Porto, costumava dizer. Lembrou de como ela, entre um gole e outro, distraída, brincava com o rubro brilhante a bailar dentro da taça, as bolhas, uma a uma, pipocando silenciosamente. O jogo era não deixar desbordar, no máximo permitir que a onda subisse até a borda, caminho de volta em seguida. Com os olhos, ele acompanhava aqueles movimentos, como se deslizasse de um lado a outro, sobre uma pista de skate.
Ponty e seu violino continuavam com a mesma sonoridade, agora na quarta faixa do lado a do vinil.
Estendida sobre a cama, não tinha mais pulsação. Foi até ao laptop, o vinho junto, e começou a dedilhar alguma coisa. O teclado lhe pareceu vazio. Olhou para a taça, o vinho imóvel no fundo, tinha dificuldade de respirar, um pântano de águas turvas. Ainda assim, tomou um gole, o palato reagiu, como se tivesse sido submetido a constantes oscilações de temperatura. Uma gota resvalou para o lado externo da taça, escorregou lentamente, como uma lágrima, por entre os dedos trêmulos.
Ele bem que a avisara, era perigoso, não ia acabar bem. Estavam passando dos limites da razoabilidade. Aquelas experiências bizarras não eram mais simples fantasias. Ela insistiu, não se preocupasse, assumiria o controle, definiria o momento certo de interromper. A gravata era de seda italiana, de fios trançados, adquirida no Freeshop, juntamente com um Jack Daniel. Já a tinha usado para vendá-la, atá-la, chicoteá-la, puxá-la pelo pescoço em sua direção, prendê-la nas grades da cabeceira cama, até aí tudo bem. Quando vendada era divertido (e excitante) estimular sua imaginação. Nem sempre ela acertava com o que, como e onde se daria o desembarque, a invasão, sobretudo quando era conjugada e pela retaguarda. O importante é que eu estou gostando, dizia ela. Além disso, sempre gostei de uma dose dupla, qualquer dia eu quero tripla, pode fazer? Mas dessa vez foi pura loucura. Aperta mais e penetra, tudo ao mesmo tempo, bem fundo, lá na alma. Pareceu-lhe que quanto mais apertava, mais ela sentia prazer e isso também o excitava. Vou parar! Não! A jugular, vai estourar, isso é loucura. É não! Continua, uma delícia, leu pelos movimentos dos lábios, o som já era ininteligível; dentro dos olhos, constelações. Os reflexos comprometidos, afinal foram três garrafas. Tudo muito rápido. Somente parou quando ouviu o grito surdo e curto, seguido de um leve sopro que balançou os pelos do nariz, os olhos calcificados, a língua presa entre os dentes. Que merda, falou para si mesmo.
Ninguém acreditaria na minha versão.


* Conto extraído do Confraria Tarântula, publicado hoje.

novembro 11, 2008

Eutanásia*


Chega uma fase na vida da gente em que vamos pensar todo dia no que virá pela frente...
Numa noite, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida.
Estávamos falando da idéia de viver e morrer. Foi quando eu lhe disse:
- Nunca me deixe em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e líquidos para viver... Se me vir nesse estado, por favor desligue os artefatos que me mantêm vivo.
Ela se levantou, desligou a TV, me tirou a cerveja e foi dormir.
Que mulher filha da p...!


* Postagem de João de Deus Netto, extraído de um de seus blogs - o blog Jenipapo +, veiculada neste novembro, 3.

Alto preço da farinha de mandioca não inibe consumidores baianos*

Foto de autoria desconhecida.

O principal item da alimentação dos baianos subiu mais de 13% em outubro. A farinha de mandioca foi um dos produtos da cesta básica que tiveram o maior aumento de preço, em Salvador.
O Brasil produz 25 milhões de toneladas de mandioca por ano. Quase 35% vão para a produção de farinha. No Nordeste, a farinha de mandioca é um dos principais produtos da culinária regional. A Bahia é o maior consumidor. Segundo a Embrapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária, o estado consome 24% de toda a produção nacional, e lá se come farinha com quase tudo, até pura.
Nos bares populares é o principal produto do cardápio. Mesmo o pirão feito de farinha, quando chega à mesa tem o reforço do acompanhamento. Um bom comedor de farinha sabe que antes de comprar, tem que examinar e provar. A boa tem estar no ponto, nem muito nem pouco torrada. Um baiano legítimo sabe.


* Matéria extraída do Primeiro Jornal, da Band. Demitologizou-se, pelo visto, a apregoada paixão do cearense à farinha.

Passagem: Miriam Makeba


Miriam Makeba, cantora sul-africana, conhecida como Mama África, morreu na madrugada da segunda-feira última, em decorrência de parada cardíaca, depois de ter participado de concerto a favor do escritor Roberto Saviano, ameaçado de morte pela publicação de Gomorra. O livro, aliás, ganhou o mundo. Foi também adaptado para o cinema, e premiado em Cannes, tendo sido escolhido como representante italiano no Oscar.
Miriam Makeba foi símbolo da luta contra o regime do apartheid. A cantora, com 27 anos, pela visibilidade da carreira, deixou a África do Sul. Por opor-se ao apartheid, participando, inclusive, do filme Come back, Africa, foi impedida de regressar à África do Sul, permanecendo no exílio por 31 anos.

O SALIPI não te pertence, Chico Castro


Nas postagens veiculadas um pouco antes desta, em novembro, 5, eis mais uma polêmica, iniciada pela publicação, por Emerson Araújo, de e-mail que lhe destinou Chico Castro. Já havia dito, em postagem publicada neste blog que Chico Castro, ao mencionar integrantes do Grupo Tarântula como expressivos contistas do país, e ausentes do Salão do Livro do Piauí, tinha como objetivo estocar Cineas Santos. Chico Castro, aliás, no mencionado e-mail, comete erro ao atribuir ao Airton Sampaio importância apenas enquanto conhecedor da produção literária recente do Piauí. Airton Sampaio é, também, um dos melhores contistas do Piauí, e um dos mais producentes, alinhando-se, naturalmente, ao J. L. Rocha do Nascimento e ao Bezerra JP, para mencionar os citados.
É preciso que seja entendido, de outra parte, que o Salão do Livro do Piauí é conservador, como conservadores são os organizadores de vestibulares, e, assim, serve muito bem ao seu propósito. E, neste contexto, querer que a geração de 1970 seja homenageado é não o vislumbrar. Sabe quando a geração de 1970, ou algum de seus integrantes, será homenageado pelo SALIPI? Quando for exigido em vestibulares reiteradamente. Não interessa ao Salão, na escolha do homenageado, apenas o talento literário, mas, principalmente, a visibilidade da obra para quem organiza vestibulares. O Salão do Livro do Piauí parece, assim, forçoso admitir, vitrine para os seus idealizadores, quase todos com seus livros resumos de literatura, tendo como público principal o infeliz do vestibulando. O resto parece ser maquiagem e mercantilismo, para se dar feição de um salão de livros. Portanto, não há razão para ressentimentos. Basta que se compreenda o Salão do Livro do Piauí.

novembro 05, 2008

Acima do bem e do mal*



Um dos problemas (e como há problemas aqui!) da Fazenda Piauí, agravados com a chegada dos PeTralhas ao governo, são certos ares olímpicos, sacrossantos, intocáveis... Quer dizer: ou me elogie ou... me esqueça! Eu nem me lembro, mas... É feliz quem mora aqui!


* Postagem extraída de AirtonSampaioBlog, veiculada em novembro, 1º, e reproduzida no Kenard Kruel: entre sem bater, sob o título É feliz quem..., em novembro, 4.

Sem polêmicas*

Foto sem crédito.



Agora, concordo, com meu amigo Airton Sampaio, a Fazenda Piauí pulsa quando se toca em algumas feridas abertas no plano cultural/literário. Percebe-se nisso, ainda, os orgulhos feridos, "os roeres de corda" como diria Jonas Filipe (meu caçula) postos. E uma defesa sem sentido sobre o óbvio. Aliás o óbvio sempre foi chato, por isso eu o renego.
Usando a primeira pessoa, sem medo de nada mesmo, já apanhei na cara feito um condenado, quero defender, aqui, a liberdade de expressão na sua integralidade, independente de reações impulsivas parta de onde partir. Portanto publicar o e-mail de Chico Castro no meu blog foi uma opção minha, particular, sem ingerência de ninguém. E vai ser assim, não renego a liberdade de expessão em nenhuma hipótese, é ela que me faz viver intensamente.
Outra coisa, quando eu respondi o e-mail do Chico Castro e falei da minha decepção sobre a formatação do SALIPI nos anos que se seguiram o primeiro Língua Viva no qual participei como expositor, foi no sentido de que esta afirmação pudesse contribuir na mudança de rumo do mesmo, principalmente em abrir mais espaço para o autor piauiense, só isso. Não tenho nada no plano pessoal contra Cineas Santos, meu ex-professor nem contra os colegas Luiz Romero, meu amigo de profissão ao longo destes 28 anos de magistério, bem como, Wellington Soares (a quem devo favores, meu amigo, também) nem do Nilson Ferreira outro colega dileto. Mas o SALIPI precisa mudar de rumo, gostem ou não, ele precisa sair do clima de cursinho de escola privada e ir mais além.
Isso é opinião, pode ser acatada ou não, agora encerrar o debate por causa dos ícones, não é justo. Ainda bem que nunca pertenci a nenhum grupo de ativismo cultural de Teresina na década de 80. Mesmo porque sempre fui muito tímido e extremamente arredio. Por isso, que não me aproximei nem de grupo A ou B, fiquei na minha , e fiz muito bem por isso.
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Portanto, mais uma vez, sou obrigado a concordar com meu amigo Airton Sampaio que diz que precisamos ficar adultos diante de algumas verdades, feridas abertas pela intransigência e pela degola. Não me preocupo muito, também, em participar de nada no plano cultural desta província, a prova disso é que me ausentei 25 anos dos embates culturais/políticos para me dedicar a carreira do magistério a praia que mais gosto de visitar. O resto fica para quem gosta de holofotes e acreditar que é o Dom Quixote da vez.


* Postagem extraída do blog de Emerson Araújo, veiculada em outubro, 30. Essa postagem foi reproduzida no blog Kenard Kaverna: entre sem bater, em outubro, 30.

Vida longa ao SALIPI e ao Cineas Santos*

Foto: Kenard Kruel


Não tenho procuração para defender o Cineas Santos, mesmo porque ele não precisa de ninguém para defendê-lo. Querendo, ele saberá, melhor do que ninguém, fazer a sua própria defesa. Entretanto, diante das cartas do poeta Chico Castro para o poeta Emerson Araújo, publicadas originalmente no blog do poeta Emerson Araújo e republicadas aqui, na Kenard Kaverna, rogo vênia para alguns comentários:
Quando cheguei a Teresina, em 1977, expulso do Colégio Estadual Lima Rebelo, lá das Parnaíbas de Mão Santa e Alberto Silva, logo percebi a existência de dois grupos culturais e artísticos. O primeiro, em torno do crítico Francisco Miguel de Moura, com as seguintes pessoas: Rubervan du Nascimento, Elmar Carvalho, Adrião Neto, Hardi Filho, Herculano Moraes, dentre outros. O segundo, em torno do professor Cineas Santos, com as seguintes pessoas: Paulo Machado, Fernando Costa, Albert Piauí, Norma Passos (creio), Margareth Coelho (atualmente), Dodó Macêdo, Arnaldo Albuquerque, Antônio José Medeiros, Amaral, William Melo Soares, dentre outros. Não fui convidado a participar de nenhum grupo, muito menos me interessei em participar de um grupo em detrimento do outro, embora a minha afinidade estivesse (como ainda hoje está) com as pessoas que compunham o grupo do Cineas Santos.
Não que ele fosse o coronel Cineas Santos, a ponto de comandar as pessoas citadas acima. Não. A verdade é que em torno do Cineas Santos foi montado o grupo Chapada do Corisco, mais aberto, mais moderno, mais atuante, ainda hoje. Enquanto que em torno do Francisco Miguel de Moura foi montado o grupo Cirandinha, fechado, quase familar, conservador, ainda hoje. Do grupo do Francisco Miguel, quase todos estão na Academia Piauiense de Letras. O Adrião Neto, que quer, mas não se candidata. O Rubervan du Nascimento, que não se candidata, mas quer, mesmo afirmando o contrário, da boca para fora..
Agora, uma outra história: embora muita gente acredite que o Cineas Santos tenha criado sozinho a Livraria Corisco, ela nasceu mais do pensamento do Antônio José Medeiros, que se associou a Cineas Santos, Arthur (que Deus o tenha em bom lugar!), Milton e José Gonçalves (a turma do Colégio Andréas). A primeira Livraria Corisco funcionou na esquina das Ruas 1º de Maio (na mesma quadra do Banco do Estado do Piauí) com Areolino de Abreu. Eu estava lá. Fui tomar de conta do box da Corisco na Universidade Federal do Piauí, instalado ao lado do auditório (estou falando da UFPI antiga). O Antônio José Medeiros disse para eu dar desconto generoso para os professores e nada falou de descontos para os estudantes que, na verdade, precisam dos descontos mais do que os professores. Porém, era para estes indicarem os livros nas salas de aula. Ainda hoje é assim. Eu fiz o contrário. Não demorou dois ou três meses, fui demitido. Penso, ainda hoje, que o motivo tenha sido esse. Pode ter sido outro. Não sei. Talvez um dia pergunte ao Antônio José Medeiros. Talvez um dia ele me diga sem eu perguntar nada.
O Cineas Santos idealizou a Editora Nossa e, em torno dela, passou a editar livros e o jornal Chapada do Corisco, que saiu até o nono número, salvo engano. Este jornal foi o responsável pela criação da reportagem no jornalismo piauiense. Reportagem assinada. Diagramação moderna, para a época. Era praticamente todo datilografado pelo Cristovão, atualmente médico em Barras. As artes ficavam por conta do Albert Piauí, do Arnaldo e do Dodó Macêdo. O Antônio José Medeiros fez parte do corpo readacional do Chapada do Corisco.
Depois, o Antônio José Medeiros desfez a sociedade com o Cineas Santos, Artur, Milton e José Gonçalves, que ficaram com a Livraria Corisco. Nesta época, casado com a minha cunhada Rita Maria (irmã da Maria Rita, mãe dos meus filhos Rafael, Gabriel e Samuel), o Antônio José Medeiros abriu a Livraria Punaré (ou melhor, o Centro Piauiense de Atividades Culturais Ltda), que ficava onde hoje é o estacionamento do Banco do Brasil da Álvaro Mendes. A Punaré tinha como endereço a Rua David Caldas, 147, norte. Na parte de baixo, do lado esquerdo, o barzinho, comandado pela Ritinha. E a livraria em si. Na parte de cima, o depósito, uma sala com o stúdio do Albert Piauí, uma sala com o stúdio do Fernando Costa e uma sala com a Escola de Dança do Beto Pirilampo. Embora não tenha publicado jornal, a Punaré editou alguns livros. Importantes livros. Era o ano de 1979. Estávamos na pré-sala da criação do PT.
O Antônio José Medeiros deu prioridade ao campo político, arrastando com ele a Ritinha e o Albert Piauí. E eu atrás. Participei da criação do PT, do CEPAC, da FAMC, do escambau! Fechou a Punaré.
O Cineas Santos, continuando no grupo da Corisco, passou a ser uma espécie de gerente da Livraria Corisco e editor da Editora Corisco. O seu olhar sempre foi o olhar cultural. O olhar dos seus sócios - Arthur, Milton e José Gonçalves, sempre foi o olhar comercial. Cineas Santos passou a se ocupar das suas publicações - livros, jornais, calendários etc e das suas produções culturais e artísticas. Criando a Oficina da Palavra, passou a ela a se dedicar de corpo e alma, deixando os negócios da Livraria Corisco com os seus três sócios já citados. Em pouco tempo, a Corisco faliu feio. O Cineas Santos era a alma da Corisco. As pessoas iam à Corisco pelo Cineas Santos. Estando lá, compravam sempre alguma coisa. O Cineas Santos é uma pessoa carismática. Sempre arrodeado de gente, de todas as idades, de todas as cores, de todas as religões, de todos os grupos, de todos os lugares, de todos os pensamentos. Ouço dizer que ele é grosso, bruto, ignorante, pedante, cavalo batizado, cavalo sem batismo, entre outros disparates desse tipo. Não, o Cineas Santos é uma pessoa positiva! Se for pedir a ele 100 reais, peça os 100 reais, sem precisar contar história alguma ou fazer promessa de devolução do dinheiro. Se ele tiver, dar. Se não tiver, diz que não pode dar. Mas, não enrola. Não promete para depois e fica de última coca coca gelada no deserto, dando uma de gostoso, fugindo da raia, como muita gente nesse cidade.
O Cineas Santos é a pessoa mais solidária que eu conheço. Todas às vezes que estou em dificuldade, seja ela qual seja, a primeira pessoa que ligo é para o Cineas Santos. E ele nunca me falhou uma vez sequer. Nunca pedi nada para mim, que isso não faço. Quem me conhece sabe que detesto pedir favor. A não ser em socorro de alguém. E muita gente em Teresina deve a casa, o carro, a formatura, o emprego, até mesmo a vida ao Cineas Santos que nunca fez trombone disso. Um amigo meu, conhecido professor, que o Cineas Santos salvou da morte, no HGV, de quando em quando dispara a metralhadora contra o seu salvador. O Cineas Santos fica sabendo (porque esse tipo de fofoca é da boca de todo mundo). Porém ele nunca foi tomar satisfação com o nobre professor. Pelo contrário, sempre que pode o ajuda, em suas necessidades. O Cineas Santos assim fala, carinhosamente, como ele é jeito dele, do professor em pauta: "Esse filho da puta, esse caralho fala mal de mim pensando que vou processá-lo, que vou brigar com ele, que vou isso ou aqui. Não, irmãozim, vou não... Eu gosto desse desgraçado, desse filho de uma égua. E quando a gente gosta, gosta!". E o Cineas Santos gosta de todo mundo. Nunca ouvi o Cineas Santos perder tempo falando mal de quem quer que seja. O máximo que ele faz é ignorar o sujeito. Mas só até o primeiro pedido de socorro. O Cineas Santos cansou de sair da casa dele de madrugada para tirar da cadeia algumas pessoas que hoje, de quando em quando, falam dele pelos cantos da cidade. E ele faria tudo de novo, se preciso fosse.
Conheço o Cineas Santos há mais ou menos 30 anos. Sei que eu não sou um Paulo Machado, um Amaral, um Halan Silva, um M. Paulo Nunes, um R. Monteiro de Santana, uma Cláudia Brandão, um Netto, um Gabriel Arcanjo, um Rogério Newton, uma Luiza Miranda, até mesmo um Albert Piauí (por quem o Cineas Santos tem um carinho todo especial, apesar de tudo), mas sei também que ele me tem um gostar e um bem querer. Agora, por conta da dona Apinéia, vou pouco à Oficina da Palavra (gostaria de ir mais e mais e mais). Quando eu chego lá, ele se desmancha como manteiga a uma hora da tarde na Avenida Frei Serafim. É água, café, chá, bolacha, conversa fora, conversa dentro. Presente de um livro, de uma revista, de uma caneta, de um calendário, de qualquer coisa, até mesmo de uma rosa, colhida do jardim dele, que ele mesmo cuida, com ternura, amor e paz. E é assim o dia todo com todo mundo, entre um telefone e outro, entre um artigo e outro, entre uma aula e outra, entre uma molecagem e outra (sim, o Cineas Santos é o cabra mais moleque que eu também conheço). Gozador nato (epa!). É contador de piadas de primeira. Tira os nomes originais e bota os nomes dos amigos. Privar da intimidade dele, é rir até cair e rolar no chão o tempo todo. Está sempre aprontado uma e outra com um e outro. Dentro do limite da decência, do respeito, da amizade. Cineas Santos definitivamente é um bom caráter!
O Cineas Santos é um dos organizadores do Salão do Livro do Piauí, juntamente com o Nilson Ferreira, Wellington Soares e Luiz Romero. Sabem por que o Cineas Santos faz parte do SALIPI? Porque ele abre as portas dos governantes, dos empresários, dos convidados, do público em geral. O nome do Cineas Santos pesa. Avaliza. Dá credibilidade. O Cineas Santos está no meio? Está! Podem apostar que tem qualidade. Que tudo sai dentro dos conformes. Ninguém fica sem receber o seu devido. A palavra dele vale mais do que certos documentos passados em cartório. Porque ele é honesto, sério, competente, realizador, capaz, ágil, e, como disse, solidário. Quando alguém quer falar com o governador Wellington Dias ou com o prefeito Silvio Mendes, ao invés de procurar as secretárias deles, não, procuram o Cineas Santos, que pega o telefone e marca audiência para o freguês. Recentemente, precisando de um patrocínio da NOVAFAPI, embora conhecendo a Cristina Miranda, pois ela já trabalhou comigo no Salão de Humor do Piauí, na Prefeitura de Teresina, quando ela era presidente da Fundação Monsenhor Chaves e eu subsecretário e secretário da comunicação social (administração Heráclito Fortes), encontrando dificuldade lá, liguei para o Cineas Santos, que ligou para o vice-dretor de lá, o professor Alencar, e o patrocínio saiu na mesma hora. O Cineas Santos estava em São Paulo, tratando de assuntos dele. Como pelo celular não sabemos em que lugar a pessoa se encontra, ligamos e dá nisso. Ele poderia dizer: "Kenard, porra, estou em São Paulo, essa cidade buceta do tamanho do mundo, quando chegar ai eu vejo isso". Não, de lá mesmo ele disparou: "Alencar, o sem vergonha do Kenard é gente da gente, é meu irmão, o projeto dele é do caralho, dá o patrocínio que ele pede, e já, cacete, não enrola!". Bastou isso!
Do primeiro ao quinto SALIPI não fui convidado para nada do evento. Nunca deixei de ir um dia sequer do evento. Pego meus livros, como não tenho condições de botar banca, fico vendendo-os de mão em mão. Sento aqui, sento acolá, dou os autógrafos, e nunca fui incomodado. Sim, no quinto SALIPI, por conta do Pedro Costa (que é um dos que botam banca no SALIPI, porque hoje é um dos homens mais ricos e poderosos da área cultural e artística do Piauí) e um mal entendido com os segurança do evento, sobrou para mim, que estava autografando o livro Gonçalo Cavalcanti - o intelectual e sua época para o professor William, de português. Era quase 10 horas da noite, o SALIPI fechando, o Pedro Costa foi entrando e os seguranças não deixaram, mesmo o Pedro Costa mostrando o crachá de expositor. Olhou para mim, pediu socorro. O Cineas Santos ia passando. Olha para mim, para o professor William e para o Pedro Costa e disse que o evento, naquela noite, estava encerrado e foi nos arrastando para fora do Centro de Convenções. Neste ano, no sexto SALIPI, fui convidado para lançar o livro Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida e participar do bate papo que o Luiz Romero comanda todos os anos, no seu aquário literário. Talvez tenha sido a forma do Cineas Santos ter me pedido desculpas. E nunca fiz cara feia para ele, pelo contrário. Produtor cultural e artístico que sou, sei o trabalho que dá fazer qualquer evento em Teresíndia ou em qualquer lugar que seja! A cabeça da gente fica do tamanho do bonde. Qualquer coisa nos leva à uma explosão de nervos, sem dó nem piedade. Em que descarregamos isso? Claro, nos amigos, porque os inimigos não chegam perto da gente!
É isso que devemos compreender. A força da amizade. O amigo é saber compreender o outro. No momento, eu estou morrendo de ódio do poeta Chico Castro, que vive aprontando comigo. Mas, mesmo antes destas cartas, eu passei e-mail para ele, com um artigo meu, publicado ontem na Kenard Kaverna, oferecido a ele. E disse: apesar de tudo, você é muito importante na minha vida. E é. O Chico Castro faz parte da minha vida. Ele entra e sai da Kenard Kaverna na hora que quer. Dorme aqui. Come aqui. Banha aqui. Chora aqui. Ri aqui. Assim como eu faço na casa dele. Ao longo dos anos, brigamos e brigamos demais. Ele fogo e eu petróleo. Porém, eu amo o Chico Castro. No momento, um dos maiores estudiosos da história do Piauí. Poeta. Crítico. Ensaísta. Professor. Produtor Cultural. Seus livros estão sendo publicados pelo Senado Federal, debaixo de rigorosa seleção de originais. Publicados e republicados. O que prova a qualidade das suas obras. Ainda não foi convidado para o SALIPI, embora tenha sido convidado para Feiras de Livros no mundo inteiro, falha da organização do evento. Mas, quem perde? O Chico Castro? Não, como ele mesmo diz, está sendo reconhecido no restante do país e fora do país. O SALIPI? Sim, porque a história é implacável. Nós seguimos outro rumo, porém o registro da nossa passagem aqui fica. Quando olharem, futuramente, os convidados do SALIPI, com tanta gente boa do Piauí do lado de fora, a pergunta se fará: por que?
Os Târantulas - Airton Sampaio, J. L. Rocha do Nascimento, M. de Moura Filho e Bezerra JP, arredios das etapas outras do SALIPI, este ano estiveram no Centro de Convenções. Fiquei feliz em vê-los ali, como ficaria mais feliz em ver mais iguais no evento. Eu não vou ao SALIPI para ver o Cineas Santos (embora fique feliz todas às vejo que eu o vejo e fale com ele lá). Eu vou ao SALIPI porque é o Salão do Livro do Piauí. Impessoal. Este ano, por exemplo, além dos Tarântulas, meu coração saltou quando eu me encontrei com o Edmar Oliveira. Quando eu falei com o Edmar Oliveira. Quando eu fotografei o Edmar Oliveira. Quando o Edmar Oliveira sentou-se ao meu lado e ficamos a nos falar por horas. Eu sempre quis um encontro assim com o Edmar Oliveira. Depois, ele passou a me escrever, a postar material meu na página dele - piauinauta, inclusive dizendo que passou a se utilizar do meu arquivo fotográfico, hoje um dos maiores do Piauí. Quem é Edmar Oliveira? Ora, cara pálida, hoje posso dizer com orgulho: meu amigo.
Dessa forma, O SALIPI tem muito o que melhorar. Vamos discutir o SALIPI. É importante, mas de forma impessoal. Quanto ao Cineas Santos, os que o visitam diariamente (e são dezenas de pessoas, como já disse, as mais variadas em tudo), podem dar o testemunho que ele não é nada do casca grossa que dizem que ele é. Eu prefiro mil vezes uma pessoa como o Cineas Santos do que as hienas burocráticas do Programa de Cultura (SIC!) BNB, por exemplo. O Cineas Santos quando não pode ajudar uma pessoa, mesmo assim ele ajuda, não a atrapalhando em nada! Pelo contrário, o que ele puder fazer, ele faz! E faz sem querer nada em troca! Nem mesmo o muito obrigado da pessoa agraciada com a sua solidariedade! Não carece! Vida longa ao SALIPI e ao Cineas Santos!.
PS.: A Kenard Kaverna, esta pocilga eletrônica, estará sempre aberta para qualquer polêmica que se queira travar nas letras e nas artes piauienses. Melhor se não vier como anônimo, que a pessoa deve segurar a batata quente na mão, como estamos fazendo neste momento, de maneira serena, adulta, sem levar nada para o plano pessoal. Polemizar é importante. Como dizia o Torquato Neto (e o mês de novembro, se que avizinha, é o mês de Torquato Neto): é preciso desafinar o coro dos contentes. Desafinemos, pois, pois! Sem medo de ser feliz! Cartas para a Kenard Kaverna.


* Postagem extraída do blog Kenard Kaverna: entre sem bater, em outubro, 29, e reproduzido no AirtonSampaioBlog, em outubro, 30.

Carta aberta de Chico Castro a Emerson Araújo II*

Fotos: Chico Castro, por Kenard Kruel; e Emerson Araújo, por este blogueiro.


Meu caro amigo Emerson

Se o SALIPI recebe dinheiro público (até aí tudo bem, é um dever do Estado cuidar da cultura), os organizadores têm o dever de ouvir a sociedade, no caso, os seus representantes culturais, quais sejam, os artistas, produtores de cultura e promoteres.
Aparentemente, o Salão é de reponsabilidade de um grupo de pessoas (Luiz Romero, Wellington Soares, Nilson Ferreira e Cineas Santos) que, a priori, fazem, discutem e analisam o evento. Certo? Errado. Quem decide tudo é o coronel Cineas Santos, um verdadeiro senhor da Casa Grande, que trata os seus amigos de geração como se fossem moleques da senzala, cabendo a estes apenas o acinte e o chicote do desprezo. É uma pena.
Posso até ser interpretado como um ressentido. E sou. Não tenho ressentimento quanto a assumir a minha condição de rejeitado. Afinal, é bom ser rejeitado.
Nunca me convidaram para o SALIPI e creio também que muita gente boa aí da província deserta (física e espiritual) nunca teve o nome cogitado.
Em compensação, fui convidado oficialmente pela Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro duas vezes (em 2003 e 2007), pela Feira Internacional do Livro de Havana (a segunda maior do mundo) e pela Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, além de muitas férias e eventos do gênero por este nosso belo país. Mas para o SALIPI, não.
Um dia meus filhos, curiosos, perguntaram-me: "Ué, pai, e o SALIPI"? E lhes disse: filhotes, o SALIPI é do Cineas"...
Eu acho o Cineas, sim, um cego. Ele se tornou um "intelectual" pela força e por uma imposição terrorista. Ninguém chega perto dele, tenho certeza, para que as pessoas não percebam o quanto é grande a sua ignorância. Não se trata de uma ignorância explícita, mas de uma falta de conhecimento que ele diz ter, e nunca teve, nem tem.
O Cineas não conhece a Literatura Piauiense, não conhece História do Piauí, tem um conhecimento modular da Literatura Brasileira, não conhece os clássicos da literatura universal, não sabe falar, nem entende os rudimentos do Latim, do Grego e do Hebraico... não conhece a produção teatral do Piauí...
Meu Deus, o que esse senhor sabe, afinal? Como pode então este Matuto de Caracol ter chegado ao posto em que chegou? Somente usando o argumento da força e não a força do argumento, suponho. E ainda: utilizando-se do medo que ele criou nas pessoas..."Lá vem o Cineas!!!!.. Então todo mundo se cala, vira o rosto para o lado, se esconde... Ele é o juiz, o dono da bola... a voz que faz calar todas as vozes...
No livro Os Donos do Poder, Faoro descreve muito bem este tipo. Lá, o escritor analisa a maneira como a elite brasileira se apropiou do bem público para fazer fortuna própria.
O Cineas, é claro, é uma pessoa honesta. Mas ele pega o dinheiro do contribuinte para fazer um evento, para depois tratá-lo como se fosse algo de sua propriedade, ou melhor, um bem de sua Casa Grande. É isso.
Tenho pena do Welligton Soares: um talento que se rebaixa aos caprichos desse velho senhor. Quanto aos outos organizadores, não os conheço, aliás, conheço-os mais pelos seus efeitos do que pelos seus feitos.

Um grande abraço, Chico Castro.

PS.: Faça as correções... O Kenard foi quem colocou carta aberta... eu apenas escrevi para você. Se quiser publicar, ponha mais fogo nessa fogueira.


* Postagem extraída do blog Kenard Kaverna: entre sem bater, em outubro, 29, e reproduzido no AirtonSampaioBlog,, em outubro, 30.

Airton Sampaio disse...*

Foto deste blogueiro.


Amigo Emerson, há tantas verdades duras, mas verdades, nesse e-mail do poeta Chico Castro para vc que eu, se enviado o fosse a mim, não sei, na minha extrema covardia, se o postaria.

É que por aqui na Fazenda Piauí se sacraliza tanta gente que qualquer verdade dita, ao invés de gerar a necessaria reflexão, produz é inimizade e rebanadas infantis.

O Salipi há muito que precisa ser repensado em vários aspectos, como por exemplo a presença de tantos forasteiros medíocres, mas se se dizer isso lá vem a eterna ladainha de que se se está boicotando o Salão etc, etc, etc.

Está também comercial demais, apesar das despesas, ninguém desconhece, serem elevadas. Depois, quem faz faz PORQUE QUER: então seria bom parar com essa história de Dom Quixote (eu nunca acreditei nessa idiotice que para mim só cria um vitimismo lamentável) e de se ficar com beicinhos amuados de meninosinhos com calundus a qualquer crítica, por menor ou maior, justa ou injusta, que seja.
Verdades, verdades, verdades... Verdades tão verdadeiras quanto a importância imensurável do Salipi, que só não pode estar é acima do bem e do mal porque A ou B participa "quixotescamente" da sua organização.

Se há tanto sofrimento assim na realização do Salipi (aposto que dá mais prazer que dor!), então, ora bolas, que se não o faça. O que não dá pra aguentar é o nhenhenhém lamentoso de todo ano, assim como ocorre com o Salão de Humor...

Quando é que vamos nós, principalmente eu, ficar adultos? Abração!


* Postagem extraída do blog de Emerson Araújo, veiculada em outubro, 29. Essa postagem foi reproduzida, antes, no blog Kenard Kaverna: entre sem bater, sob o título Carta aberta de Airton Sampaio a Emerson Araújo, em outubro, 29, e no AirtonSampaioBlog, com o título Eu disse no blog do Émerson, em outubro, 30.

Uma possível resposta a Chico Castro*


Caríssimo Chico Castro, meu amigo,

Abri o e-mail que você me enviou nesta manhã e me deparei com algumas verdades embutidas nele, que não tinha me dado conta ou, talvez, não tivesse coragem de postular por aqui ou em outros espaços.
Agradeço as deferências sobre o meu blog, primeiramente, o que me agradou bastante partindo de um amigo sincero ao longo dos anos, um intelectual estudioso, um pesquisador nato, um poeta que me deu o prazer na parceria do livreto As Pedras da Aurora na década de 80.
Mas voltando ao bojo do e-mail/carta percebo que você mexe em algumas feridas abertas sobre a nossa geração (não vou rotulá-la), incompreendida até hoje como agrupamento de renovação estético/semântica da literatura piauiense contemporânea.
Devo ainda concordar com você sobre a força do conto como espécie literária nesta geração esquecida e sem medo de errar, também, reconheço que os membros da Confraria Tarântula (Airton, João Luiz, Bezerra e Leonam) representam no cenário da contística brasileira atual o melhor do que se pode encontrar. Apesar da parca crítica literária que existe por aqui, ainda.
Não quero legislar em causa própria, mas a poesia deste agrupamento de literatura contemporânea piauiense, desta geração foi um tapa grande na cara de várias coisas por aqui, também. Fizemos parte disso como militante/autor e como codificador/impulsionador. A poesia sempre vai revolver como tem dito Wiliam Melo Soares, outro que continua resistindo, como nós. Ela precisa ser discutida, porque deu o tom da dissonância estético/semântico deste momento. Somos suspeitos de dizer isso, mas fazer o quê, né!
Por fim, meu querido amigo e irmão, quero te confessar que participei do primeiro Língua Viva seminário que deu origem ao SALIPI e naquele ano acreditei que este evento estaria sacudindo a cidade com a intensidade de dsicussões, propostas que apontassem caminhos para leitura, o ensino da língua, a literatura. A primeira experiência prometia isso. Contudo, ao longo dos anos, este espaço de discussão passou a ser uma sala de aula de cursinho massificada. E o que é pior, desarrumada e sem muito rumo. O que eu vi neste último, por exemplo, foi o tempo/espaço dado ao autor piauiense reduzido. Estive no auditório do Centro de Convenções ouvindo a fala do jornalista Washigton Novaes gerando uma sonolência desgraçada. Porém, Chico Castro, não se espante porque os discípulos são piores do que no passado. Ah, o SALIPI, hoje, também, sofre da oficialização, portanto, não está em nossa direção que fizemos sempre o oposto. Assim lá a não ser que mude de rota se abrirá algum túnel para a nossa geração. E graças a Deus por isso!
Deixo ainda para você aqui a certeza que precisamos abrir canais alternativos para que o Piauí possa conhecer na sua integralidade um grupo de jovens que propôs o diferente, o revolucionário em todas as esferas na busca de uma satisfação estética e plural. Fazemos parte dele e isso me alegra tremendamente.
Um abraço fraterno,

Emerson Araújo



* Postagem extraída do blog de Emerson Araújo, veiculada em outubro, 28. Essa postagem foi reproduzida, antes, no blog Kenard Kaverna: entre sem bater, sob o título Carta aberta de Emerson Araújo a Chico Castro, em outubro, 29, e no AirtonSampaioBlog, com o título Uma possível resposta a meu amigo Chico Castro, em outubro, 30.

E-mail do meu amigo e irmão Chico Castro*

Foto: Mauro Sampaio / Acessepiauí

Meu caro amigo Emerson,

Foi com indizível alegria que li o seu blog.
Parabéns!
Não foi menos exitoso ver textos, poemas e fotografias dos seus e meus amigos de geração. É admirável perceber a sua laboriosa atenção voltar-se, muitos anos depois, e sempre, para a propagação de idéias e de ideais de um grupo de pessoas que há anos vem lutando pela inserção de uma cultura de alto nível no corações e nas mentes dos mais variados leitores.
Vejo tudo com muita alegria.
Os textos do João Luiz, do Leonam (M. de Moura Filho) e do Bezerra são a prova mais fiel de que se trata de uma geração de ouro do conto piauiense.
Posso ir além: os três, ao meu ver, representam o que de melhor há na narrativa curta contemporânea brasileira.
O Airton Sampaio, mais arredio, me surpreende pela sua capacidade de compreender a produção recente do nosso Piauí, sem dramas, nem recalques, muito acima das igrejinhas e das amizades forjadas à mesa de bares.
O que me impressiona é que, essa geração não é ouvida quando se tem a oportunidade de assim fazê-lo, como é o caso do SALIPI, face a truculência do Cinéas, que faz do Salão uma propriedade sua, e não da sociedade piauiense.
Posso até estar enganado. Mas o que eu ouço falar desse senhor, é bomba de arrasar quarteirões... joga farpas em quem produz e manda flores para quem, sem nada fazer, como ele, fica na torre de marfim apontando os prováveis defeitos dos outros....
Por que o SALIPI não faz homenagens à geração do conto piauiense de 1970 até os dias de hoje? Não seria um belo tema para o Salão? Por que não pensar nos poetas da chamada Geração pós- 69, que eu chamo de geração da "trepadinha"?
Não foi o Paulo Machado quem inventou tal nomenclatura? Se tivesse sido eu, até poderia ficar calado...
É espantoso quando se fala ainda em conquista de espaço para uma geração tão brilhante como foi e tem sido a dos anos 70 no Piauí!!!!! É isso.
Continuo sem saber escrever.
Tenho dúvidas cavalares quanto a conduta culta da Língua Portuguesa.
Faça as correções que se fizeram necessárias.
Um grande abraço

Chico Castro


* Postagem extraída do blog de Emerson Araújo, veiculada em outubro, 28. Essa postagem foi reproduzida, antes, no blog Kenard Kaverna: entre sem bater, sob o título Carta aberta de Chico Castro a Emerson Araújo, em outubro, 28, e no AirtonSampaioBlog, com o título original, em outubro, 30.