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Foto de autoria não identificada. |
CADÊ?
janeiro 31, 2011
janeiro 30, 2011
janeiro 29, 2011
E NEM... PIAUÍ?*
Por Airton Sampaio
Agora que o Psiu, o sistema seriado de ingresso na UFPI, acabou, porque um modelo evidentemente esgotado, não pode nos sobrar, como mecanismo de seleção vestibular, apenas o ENEM.
Não que o ENEM não seja um bom sistema de escolha dos melhores candidatos a uma vaga nas universidades brasileiras que a ele aderiram, como a UFPI. Na verdade, o ENEM representa um avanço pedagógico dos mais expressivos, ao mudar a orientação da decoreba pela filosofia do raciocínio, da reflexão e da resolução de problemas cotidianos, sem dizer de um mais percuciente tratamento dado à prova de redação que o que, localmente, fazíamos. É óbvio que o ENEM precisa de vários ajustes, no que tange, por exemplo, à extensão cansativa dos enunciados e, por conseguinte, das provas, e ao descalabro, incompetência mesmo, da logística, que tanto tem irritado estudantes e professores.
Questões, pois, sanáveis. Algo, porém, é muito mais grave que todos esses desacertos, e diz respeito ao Piauí. É que o ENEM, elaborado no centro-sul do país, decerto fará tábula rasa de aspectos peculiares do nosso estado, como a nossa literatura, a nossa história e a nossa geografia. Se ficarmos somente com os dias de ENEM, uma literatura específica, ainda que inserida na brasileira, uma história própria e uma geografia singular, mesmo que partes da nacional, não serão abordadas por mentalidades radicadas no centro político e econômico do país, o quase sempre discriminatório eixo Rio–São Paulo. Não se trata, no caso, de um bairrismo meloso nem de uma piauiensidade oca, tão mais comuns entre nós após o governo ufanista do PT, mas de uma NECESSIDADE que temos (ainda), como periferia do capitalismo, de sublinhar nossos melhores valores e fatos históricos, geográficos e literários. Isso fica evidente quando não é segredo para ninguém que Da Costa e Silva, por exemplo, apesar de ser um dos maiores poetas simbolistas brasileiros, não tem a dimensão nacional de um Cruz e Souza talvez (sim, talvez) por haver nascido na periferia da periferia do Brasil. E que não se leia isso como a (re)afirmação do nosso eterno e lamentável Complexo de Vira-latas, nós que ficamos todos amuadinhos a quaisquer anedotas sobre o Piauí, às vezes merecidas, mas não hesitamos, em nome de uma super-hospitalidade que, por ser demasiada, beira a subserviência, não vacilamos em estender tapete vermelho a qualquer Jardel (lembram-se dele?) da vida.
Por isso, e por outras razões que o espaço de um artigo não permite elencar, como a sinalização de conteúdos para o nível médio de ensino, por isso é que a UFPI deve sublinhar nossa realidade periférica ao menos com uma prova a mais no Enem, que aqui tomo a liberdade poética de chamar de PROVA PIAUÍ, cujo peso, no cômputo geral do Exame, somente uma análise acurada da Copese pode definir. Eis a PROPOSTA, para o indispensável debate público sobre o tema, a fim de que não o deixemos inteiramente nas mãos dos iluminados do Conselho Universitário da UFPI.
Não que o ENEM não seja um bom sistema de escolha dos melhores candidatos a uma vaga nas universidades brasileiras que a ele aderiram, como a UFPI. Na verdade, o ENEM representa um avanço pedagógico dos mais expressivos, ao mudar a orientação da decoreba pela filosofia do raciocínio, da reflexão e da resolução de problemas cotidianos, sem dizer de um mais percuciente tratamento dado à prova de redação que o que, localmente, fazíamos. É óbvio que o ENEM precisa de vários ajustes, no que tange, por exemplo, à extensão cansativa dos enunciados e, por conseguinte, das provas, e ao descalabro, incompetência mesmo, da logística, que tanto tem irritado estudantes e professores.
Questões, pois, sanáveis. Algo, porém, é muito mais grave que todos esses desacertos, e diz respeito ao Piauí. É que o ENEM, elaborado no centro-sul do país, decerto fará tábula rasa de aspectos peculiares do nosso estado, como a nossa literatura, a nossa história e a nossa geografia. Se ficarmos somente com os dias de ENEM, uma literatura específica, ainda que inserida na brasileira, uma história própria e uma geografia singular, mesmo que partes da nacional, não serão abordadas por mentalidades radicadas no centro político e econômico do país, o quase sempre discriminatório eixo Rio–São Paulo. Não se trata, no caso, de um bairrismo meloso nem de uma piauiensidade oca, tão mais comuns entre nós após o governo ufanista do PT, mas de uma NECESSIDADE que temos (ainda), como periferia do capitalismo, de sublinhar nossos melhores valores e fatos históricos, geográficos e literários. Isso fica evidente quando não é segredo para ninguém que Da Costa e Silva, por exemplo, apesar de ser um dos maiores poetas simbolistas brasileiros, não tem a dimensão nacional de um Cruz e Souza talvez (sim, talvez) por haver nascido na periferia da periferia do Brasil. E que não se leia isso como a (re)afirmação do nosso eterno e lamentável Complexo de Vira-latas, nós que ficamos todos amuadinhos a quaisquer anedotas sobre o Piauí, às vezes merecidas, mas não hesitamos, em nome de uma super-hospitalidade que, por ser demasiada, beira a subserviência, não vacilamos em estender tapete vermelho a qualquer Jardel (lembram-se dele?) da vida.
Por isso, e por outras razões que o espaço de um artigo não permite elencar, como a sinalização de conteúdos para o nível médio de ensino, por isso é que a UFPI deve sublinhar nossa realidade periférica ao menos com uma prova a mais no Enem, que aqui tomo a liberdade poética de chamar de PROVA PIAUÍ, cujo peso, no cômputo geral do Exame, somente uma análise acurada da Copese pode definir. Eis a PROPOSTA, para o indispensável debate público sobre o tema, a fim de que não o deixemos inteiramente nas mãos dos iluminados do Conselho Universitário da UFPI.
* Extraído do blog do autor. O texto foi, originariamente, publicado no Diário do Povo de janeiro, 24.
janeiro 28, 2011
janeiro 27, 2011
Grande coisa!
DO 180 GRAUS:
A Liest (Liga das Escolas de Samba de Teresina) não vai entrar na justiça contra a Prefeitura de Teresina e a promotora Leida Diniz por terem decidido suspender o desfile de carnaval. O pedido do Instituto Isambar, sob o argumento de que as agremiações gastaram por volta de R$ 20 mil cada com confecção de fantasias, não vai ser seguido pela Lieste, ele coloca também que a promotora fez declarações injuriosas contra os desfiles ao afirmar que havia nos desfiles um antro de prostituição e drogas. O presidente da Liga, Jamil Said, argumenta que não possui notas fiscais que comprovem tais despesas para apresentar ao Ministério Público.
O link disponibilizado neste post remete à íntegra da matéria.
Novamente Fariñas
DEU NO ESTADO DE SÃO PAULO:
HAVANA - O dissidente cubano Guillermo Fariñas, agraciado no ano passado pelo Parlamento Europeu com o prêmio Sakharov, permanecer detido por seis horas em uma delegacia da cidade de Santa Clara entra a quarta e a quinta-feira, informou o próprio opositor.
Em conversa telefônica da sua casa em Santa Clara, Fariñas explicou que foi detido por agentes da polícia cubana junto a outras 22 pessoas por "escândalo público" quando participavam de um protesto pelo despejo de uma mulher grávida e mãe solteira de dois filhos que se instalara em um imóvel abandonado.
A maior parte dos detidos são membros do Fórum Antitotalitário Unido, liderado por Fariñas em Santa Clara, e da Coalizão Central Opositora, além de outros quatro cidadãos que não pertencem a organização dissidente alguma, segundo o relato do também psicólogo e jornalista independente.
O link disponibilizado neste post remete à íntegra da matéria.
janeiro 26, 2011
janeiro 25, 2011
janeiro 24, 2011
Façam suas apostas
Já são conhecidos os indicados para o Framboesa de Ouro do ano:
PIOR FILME:
Caçador de recompensa; A saga Crepúsculo; Eclipse; O último Mestre do Ar; Sex and the City 2; e Os vampiros que se mordam.
PIOR DIRETOR:
Sylvester Stallone, por Os mercenários; Jason Friedberg e Aaron Seltzer, por Os vampiros que se mordam; Michael Patrick King, por Sex and the City 2; M. Night Shyamalan, por O último Mestre do Ar; e David Slade, por A saga Crepúsculo: Eclipse.
PIOR ATOR:
Robert Pattinson, por A saga Crepúsculo: Eclipse e Lembranças; Taylor Lautner, por A Saga Crepúsculo: Eclipse e Idas e vindas do amor; Jack Black, por As viagens de Gulliver; Gerard Butler, por Caçador de recompensa; e Ashton Kutcher, por Par perfeito e Idas e vindas do amor.
PIOR ATRIZ:
Kristen Stewart, por A saga Crepúsculo: Eclipse; Jennifer Aniston, por Caçador de recompensa e Coincidências do amor; Miley Cyrus, por A última música; Megan Fox, por Jonah Hex - Caçador de recompensas; e Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis e Cynthia Nixon, por Sex and the City 2.
PIOR ATRIZ COADJUVANTE:
Jessica Alba, por The killer inside me, Entrando numa fria maior ainda com a família, Machete e Idas e vindas do amor; Cher, por Burlesque; Liza Minnelli, por Sex and the City 2; Nicola Peltz, por O último Mestre do Ar; e Barbra Streisand, por Entrando numa fria maior ainda com a família.
PIOR ATOR COADJUVANTE:
Billy Ray Cyrus, por Missão quase impossível; George Lopez, por Marmaduke, Missão quase impossível e Idas e vindas do amor; Dev Patel, por O último Mestre do Ar; Jackson Rathbone, por O último Mestre do Ar e A saga Crepúsculo: Eclipse; e Rob Schneider, por Gente grande.
PIOR USO DE 3D:
Como cães e gatos 2; Fúria de Titãs; O último Mestre do Ar; O Quebra-Nozes 3D; e Jogos mortais: O Final.
PIOR CASAL EM CENA/ PIOR ELENCO:
Jennifer Aniston e Gerard Butler, por Caçador de recompensas; Josh Brolin e Megan Fox, por Jonah Hex - Caçador de recompensas; Elenco inteiro de A saga Crepúsculo: Eclipse; Elenco inteiro de Sex and the City 2; e Elenco inteiro de O último Mestre do Ar.
PIOR ROTEIRO:
O último Mestre do Ar; Entrando numa fria maior ainda com a família; Sex and the City 2; A saga Crepúsculo: Eclipse; e Os vampiros que se mordam.
PIOR SEQUÊNCIA, REMAKE, PREQUEL OU DERIVADO:
Fúria de Titãs; O último Mestre do Ar; Sex and the City 2; A saga Crepúsculo: Eclipse; e Os vampiros que se mordam.
A 31ª edição do Framboesa de Ouro acontece em fevereiro, 26, véspera da entrega do Oscar.
Fonte: RAZZIE® Awards.
janeiro 23, 2011
Fala sério
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Foto de autoria não identificada. |
A entrevista, na íntegra, será conhecida na Brasil de Fato próxima, nas bancas a partir da quinta-feira, mas a revista disponibilizou fragmento em seu site.
Pra ecologista ficar possesso
DEU NO ESTADÃO, por Renée Pereira:
Chegue à íntegra da matéria por aqui.
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Foto: Nilton Fukuda/AE. |
No comando de uma retroescavadeira recém-comprada, o fazendeiro Cornélio Sanders, dono de quase 50 mil hectares no sul do Piauí, brigava com a tecnologia da nova aquisição para remover uma pedra no meio de sua propriedade. Apesar de não conhecer bem os sistemas ultramodernos da máquina, o gaúcho, natural da cidade de Não-me-Toque, não quis perder tempo. Deixou o ambiente confortável do escritório para trás e partiu para o campo, naquela tarde quente e abafada de dezembro. Queria deixar tudo preparado para a chuva que prometia cair ainda naquela noite para, no dia seguinte, iniciar a plantação.
No comando de uma retroescavadeira recém-comprada, o fazendeiro Cornélio Sanders, dono de quase 50 mil hectares no sul do Piauí, brigava com a tecnologia da nova aquisição para remover uma pedra no meio de sua propriedade. Apesar de não conhecer bem os sistemas ultramodernos da máquina, o gaúcho, natural da cidade de Não-me-Toque, não quis perder tempo. Deixou o ambiente confortável do escritório para trás e partiu para o campo, naquela tarde quente e abafada de dezembro. Queria deixar tudo preparado para a chuva que prometia cair ainda naquela noite para, no dia seguinte, iniciar a plantação.
Chegue à íntegra da matéria por aqui.
Revista Pitomba
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Capa: Amaral. |
Foi lançada, no dia 14, no Bar do Porto (Praia Grande), em São Luís, Maranhão, a revista Pitomba.
Sem periodicidade, Pitomba, editada por Bruno Azevêdo, Celso Borges e Reuben da Cunha Rocha, privilegia a produção inédita de artistas contemporâneos das regiões Norte e Nordeste, com espaços para poetas, prosadores, artistas plásticos, músicos, ilustradores, quadrinhistas e fotógrafos de fora do centro do mapa cultural brasileiro.
A capa, o traço não engana, é do grande Antônio Amaral. Traz, em 36 páginas, traduções e colagens de Reuben da Cunha Rocha; prosas de Bruno Azevêdo, Carolina Mello, Carlos Augusto Lima e Guaracy Britto Jr.; poesia de Celso Borges e Eduardo Jorge; samba de Cesar Teixeira; fotos de Márcio Vasconcelos e André Lucap; ilustração de Fernando Mendonça; e quadrinhos de Ricardo Sanchez.
P.S.: Informações de como adquirir a revista são bem-vindas, inclusive por interesse deste blogueiro.
Atualização: Às 13h30min. de janeiro, 24. A revista Pitomba pode ser adqurida na Livraria Poeme-se: Rua João Gualberto, 52, Praia Grande, São Luís/MA. Fone: (98) 3232-4068.
Leis polêmicas ao cúmulo
DEU EM O GLOBO, por Elisa Martins:
CIDADE DO MÉXICO - Cercada por uma sociedade tradicionalmente conservadora, principalmente no norte rural, a Cidade do México se transformou em uma ilha de liberalismo - ao menos no que diz respeito à aprovação de leis polêmicas. Nos últimos três anos, a capital mexicana aprovou temas como o aborto sob qualquer circunstância até as primeiras 12 semanas de gestação, permitiu que transexuais mudassem sua documentação oficial de homem a mulher e vice-versa, legitimou o casamento homossexual, a adoção por casais gays e a ortotanásia, numa legislação avançada até para os padrões europeus. Nenhum outro estado mexicano adotou essas medidas, e a capital, com seus nove milhões de habitantes, pode se gabar de liderar um movimento sem precedentes no país.
Leia a íntegra da matéria.
janeiro 22, 2011
Roberto Drummond
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Foto de autoria não identificada. |
Roberto Drummond será tema de documentário, graças a cessão de direitos por sua viúva ao cineasta mineiro Breno Milagres. É esperar.
Fonte: Ancelmo Gois.
Fonte: Ancelmo Gois.
janeiro 21, 2011
Reclame
A invocação do Guitar Hero, clássico jogo para PlayStation, pela Leo Burnett, na publicidade do Bravo. Interessante.
Novo alvo
Boa notícia!
UOL NOTICIA:
Em breve, os moradores de 39 regiões metropolitanas e de três regiões economicamente integradas deixarão de pagar tarifas de ligações interurbanas para se comunicar com municípios vizinhos identificados pelo mesmo código nacional de área (DDD). Essas ligações passarão a ter tratamento tarifário de chamada local.
O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou na quinta-feira (20) a revisão do regulamento que trata do serviço de telefonia fixa em áreas locais, ampliando o conceito de áreas metropolitanas e de Regiões Integradas de Desenvolvimento (Ride).
Aperte aqui e veja a íntegra da matéria.
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