CADÊ?
março 31, 2011
março 30, 2011
José Alencar por Marco Jacobsen
Charge: Marco Jacobsen,
publicada na Folha de Londrina de hoje.
Já mencionei que tenho tido a cautela de obter do criador a autorização para veicular o seu trabalho neste blog. Não é o caso dessa charge. Mas corro o risco de um puxão de orelha ou algo mais…
Vale a pena. Genial ideia. Pertinente sua veiculação hoje neste blog: quase todas as postagens são homenagens a José Alencar.
março 29, 2011
março 28, 2011
Vergonha!
Foto de autoria não identificada.
Cadê meu dinheiro?
Hoje 59 funcionários demitidos pela atual diretoria do Fluminense prometem uma manifestação em frente ao clube.
Dizem não ter recebido nada.
março 27, 2011
Boas notícias
Salipi acontece de 5 a 12 de junho e firma parceria com livreiros
Professor Raimundo Santana será o homenageado do evento deste ano.
Na manhã de sábado, 26, a diretoria da Fundação Quixote, instituição realizadora do Salão do Livro do Piauí, reuniu-se com livreiros para firmar parcerias e ouvir sugestões relacionadas a participação de editoras no evento. O Salipi acontece no período de 5 a 12 de junho no Complexo Cultural da Praça Pedro II e será lançado oficialmente dia 13 de abril às 19h no Palácio da Música.
Segundo o professor Wellington Soares, um dos organizadores do Salão, a participação de livreiros é um dos pontos fortes em todos os anos. Na programação, palestras, exibições, exposições e apresentações artísticas. “Contamos com a colaboração de todos para que o evento seja, mais uma vez, um grande sucesso”, afirmou o organizador.
Um dos assuntos discutidos na reunião foi a lacuna no Piauí quando o assunto é teatro. “O mesmo acontece com livros, e por isso estamos tentando preencher a programação deste ano com palestrantes que tratem de teatro, monólogos e leituras”, adiantou Wellington.
Este ano, o Salipi homenageia o professor, escritor e acadêmico da APL, Raimundo Santana e será realizado novamente no centro da cidade, ocupando o espaço que compreende a Praça Pedro II, Theatro 4 de Setembro, Clube dos Diários e Central de Artesanato Mestre Dezinho. A expectativa é a de que o Salão receba mais de 180 mil visitantes este ano.
* * *
Boas notícias: (1) o Salão do Livro do Piauí continuará a ser realizado, com data definida; e, (2) ao que parece, desta vez sem o auxílio da arca pública, uma vez que a Fundação Quixote, pelo que se depreende da matéria, busca parceria com a iniciativa privada.
Sem ignorar a relevância do Salão, incomodava-me o patrocínio dos governos do Estado do Piauí e do Município de Teresina ao SALIPI. Aliás, acho que, há algum tempo, tais patrocínios são absolutamente desnecessários. Afinal, se o Salão do Livro do Piauí tem tido, merecidamente, sucesso, inclusive comercial, com, por exemplo, a venda de todos os estandes disponibilizados, não estaria pronto para ser bancado unicamente pela Fundação Quixote?
A iniciativa da Fundação Quixote em procurar parceria na iniciativa privada, para a realização do Salão, talvez nem tenha correlação com a posição do Ministério Público Estadual, representado pela Promotora de Justiça Leida Diniz, de obstar a disponibilidade de recursos públicos para as escolas de samba – lembram? É fruto de um amadurecimento, convencida a Fundação Quixote que o Estado (leia-se o contribuinte) não pode arcar com iniciativa que rende recursos aos organizadores, mais ainda quando há carência para atender às necessidades básicas do cidadão piauiense.
março 26, 2011
Em defesa da liberdade de expressão
Interpretação de racismo em charge provoca demissão de autor
Chargista Solda nega referência a Obama em desenho de macaco
Por Evandro Fadel
- especial para O Estado de S. Paulo
CURITIBA - O chargista Solda, de 58 anos, que já trabalhou, entre outras publicações, no Pasquim e Jornal do Brasil, além de várias agências de publicidade, foi demitido segunda-feira, 21, do jornal O Estado do Paraná, atualmente publicado apenas na internet, sob acusação de ter feito uma charge com tom racista durante a visita do presidente norte-americano Barack Obama. A retirada da charge do site do jornal e a demissão aconteceram depois que ela foi publicada no blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, com o título "Não, nós não somos racistas".
O desenho mostra um macaco fazendo o simbólico gesto de "banana" com os braços e traz a inscrição: "Almoço para Obama terá baião de dois, picanha, sorvete de graviola...e banana, muita banana". Na interpretação dos que viram racismo, supostamente o presidente norte-americano estaria representado no macaco. Mas o autor do trabalho discordou frontalmente. "Jamais faria isso. Nas eleições, eu usei camiseta do Obama, vi que era a renovação", disse.
Segundo ele, o único objetivo foi criticar a pretensão dos Estados Unidos de serem superiores a outros países, inclusive provocando transtornos exagerados durante a visita e exigindo que os ministros tirassem os sapatos para serem revistados. "Não tem nada a ver com o Obama, com racismo, nem com nada", reforçou Solda. "A república das bananas é uma coisa antiga e quis me referir exatamente a isso. É uma banana para o imperialismo, acham que aqui é o quintal deles."
O termo "república das bananas" foi criado pelo cronista e humorista norte-americano Henry, pseudônimo de William Sydney Porter (1862-1910), quando se referia ao colonialismo imposto pelos Estados Unidos. Solda afirmou que já utilizou outras vezes o símbolo da "banana", inclusive quando em referência ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. "Não tenho preconceito, a não ser contra burrice e ignorância", criticou o chargista. "Algum analfabeto funcional ou visual interpretou mal e acho que viu racismo."
Solda trabalhava como funcionário terceirizado de O Estado do Paraná, que este ano deixou de ser publicado em papel, havia seis anos. A demissão foi comunicada segunda-feira, quando ele iria mandar outra charge para ser publicada. "Me chamaram para conversar", disse. Segundo ele, a justificativa foi a repercussão do tom racista dado pelo blog Conversa Afiada. No mesmo dia a charge foi retirada também do site do jornal paranaense. "Eles também não souberam interpretar", acentuou. "Se não entenderam, deveriam ter interditado antes e não tirar depois que saiu no blog."
A maior mágoa do chargista é que o jornalista responsável pelo Conversa Afiada não o procurou para saber sua versão. "Não tenho nada contra ele, só gostaria de ser ouvido", ressaltou Solda. Ele disse que ainda não decidiu se tomará alguma medida judicial. A direção do jornal e a assessoria de Paulo Henrique Amorim foram procuradas, mas não houve retorno telefônico. No blog do jornalista, o post da charge era uma das mais comentadas até a tarde de ontem, com 175 opiniões em que os leitores mostravam-se divididos entre apoios e críticas ao desenho.
Fonte: Estado de São Paulo.
* * *
Esquadrinhei a charge, reproduzida no post Não, nós não somos racistas, no blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim. Não vi como se sustentar de que é racista. Atribuir à charge racismo, ao meu juízo, somente encontra guarida sob a ótica de um comportamento, infelizmente reinante, de esquizofrenia, e, com boa vontade, paranoide – lembram, por exemplo, das tentativas (1) de enquadrar Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, como uma obra racista?; e (2) da representação ao CONAR contra um reclame de fraldas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial?. A associação do macaco ao negro, em manifestação evidentemente racista, não é pertinente na charge polemicad – para esta conclusão, basta que se detenha na expressão do macaco – de uma hostilidade patente – e no fato de que república das bananas é denominação atribuída a país das américas submetidos à supremacia ianque. Por óbvio, o macado somos nós. A charge – é evidente - é política; não racial.
Mas, a bem da verdade, não tem importância o que quis dizer o cartunista com o seu trabalho. Afinal, se o humor fosse sempre politicamente correto não teria graça - perder-se-ia muito, por exemplo, com a defenestração do humor negro… ih, lá vou eu também ser acusado de racista! Esta questão, aliás, não é fundamental.
O que é mais relevante, no caso, é o direito de Solda produzir o seu trabalho da maneira que desejar. O Estado de Direito garante-lhe a livre manifestação do pensamento. Àquele que se sentir ofendido, que o processe, como lhe é assegurado o direito de ação se danos lhe for causado.
Charge do dia*
Charge: Lute.
* Post extraído do Blog do Lute, lá publicado hoje. A charge foi publicada também no Hoje em Dia.
março 24, 2011
março 23, 2011
Qual é a música?
Charge: Nani.
A charge foi extraída do Nani Humor, lá veiculada na segunda-feira, 21, com o título de A visita de Obama ao Brasil. No mesmo post, além desta, uma outra charge também foi publicada. Aperte, então, no link.
março 22, 2011
Tsunami*
Charge: J. Bosco.
* Post extraído do blog de J. Bosco, o Lápis de Memória, lá veiculado na segunda-feira, 21.
março 20, 2011
Editoral do Folha de São Paulo
Como é costume nas polêmicas pela internet, ataques de cunho pessoal foram desfechados contra a cantora Maria Bethânia, após a aprovação, com base na Lei Rouanet, do seu projeto para criar um blog com declamações de poesia.
Ao custo de R$ 1,3 milhão, a estrela da MPB participaria de videos diários de 60 segundos. Eles seriam dirigidos pelo cineasta Andrucha Waddington e veiculados pela rede de computadores.
O episódio traz à tona problemas que seria mais correto abordar de modo amplo. Dizem respeito -e não é a primeira vez que isso acontece- ao modo com que se aplicam os mecanismos de incentivo à cultura no país.
Oficialmente, o Ministério da Cultura não destinou a quantia (por certo exagerada) de R$ 1,3 milhão para o blog de Bethânia. Apenas autorizou que os idealizadores do projeto captassem, junto à iniciativa privada, tal montante.
O argumento, que os meios oficiais repetem em prosa e verso, é todavia enganador. O investidor privado consegue ampla isenção fiscal quando aplica dinheiro pela Lei Rouanet. Segundo declarou em 2009, numa sabatina à Folha, o então ministro da Cultura, Juca Ferreira, "nove entre dez empresários só trabalham com 100% de renúncia fiscal".
É o próprio contribuinte, portanto, quem termina pagando pelos projetos patrocinados -os quais, por sua vez, facilmente revertem em prestígio e propaganda para quem os financiou. Diminuir o teto das isenções seria, assim, um aperfeiçoamento bem-vindo na Lei Rouanet -que tem, sobre o investimento direto do governo na cultura, a vantagem de evitar o dirigismo estatal.
Os recursos do contribuinte não devem, ademais, ser utilizados no financiamento de projetos de artistas conhecidos, perfeitamente viáveis sem ajuda do Estado.
A Lei Rouanet faz sentido quando empresas se dispõem, por exemplo, a arcar com os custos de preservação do patrimônio histórico, ou com atividades formativas como a abertura de bibliotecas ou cursos de educação artística.
Nesse critério não se inclui o blog de Bethânia, intitulado "O Mundo Precisa de Poesia". De poesia, todo mundo precisa. Da Lei Rouanet, nem todo mundo -nem tanto assim.
Nico: Chelsea Girl
Chelsea Girl (1967), produzido por Tom Wilson, é o primeiro LP solo de Nico. Acompanhou-a um grupo de craques: Jackson Browne (violão), Lou Reed (guitarra), John Cale (viola, órgão e guitarra) e Sterling Morrison (guitarra). A presença de integrantes do Velvet Underground, inclusive com composições para o álbum, não é à toa: Nico participara da banda. O álbum é, em essência, folk, e valoriza-se pela candura da voz alemã, sem falar nos compositores que lhe emprestaram as canções – apenas em uma faixa Nico se apresenta como compositora, e em coautoria com Lou Reed e John Cale: It Was a Pleasure Then.
Destaco The Fairest of the Seasons (Browne, Copeland); These Days (Browne); Chealsea Girls (Morrison, Reed); I'll Keep It with Mine (Dylan); e Eulogy to Lenny Bruce (Hardin). Em verdade, é disco para ouvir por inteiro, e, certamente, sem o menor indício de nostalgia.
março 18, 2011
março 15, 2011
Charge do dia*

março 14, 2011
março 13, 2011
Eu já sabia…
SÃO PAULO - Muricy Ramalho não é mais o técnico do Fluminense. Neste domingo, após o empate sem gols contra o Flamengo no Engenhão, pelo Campeonato Carioca, ele pediu demissão. O treinador estava no clube do Rio de Janeiro desde 27 de abril do ano passado, e deixa a equipe com o título do Brasileirão, conquistado em dezembro.
Marcos de Paula/AE - 8/9/2010
Muricy ficou menos de um ano no comando do Fluminense
Apesar de terminado 2010 nos braços da torcida, com o troféu mais importante do País, Muricy teve um péssimo início de temporada no Flu. Empatou dois jogos em casa - contra Argentinos Juniors e Nacional (URU) - e foi derrotado pelo América (MEX) na Copa Libertadores, resultados que deixaram a situação do time muito complicada no torneio continental. Além disso, foi eliminado na semifinal da Taça Guanabara pelo modesto Boavista.
O técnico chegou a ter convite para assumir a seleção brasileira logo após a Copa do Mundo da África do Sul, mas rejeitou para cumprir seu contrato com o Fluminense. Agora, está sem clube, mas já é cotado para assumir o Santos, que está sem comandante desde a saída de Adilson Batista - Marcelo Martelotte ocupa o cargo interinamente.
"Tomei esta decisão há alguns dias, mas devido ao clássico de hoje (domingo), achei correto esperar o jogo. Quando cheguei ao clube foram prometidas duas condições: uma equipe para ser campeã e a melhoria na estrutura física do clube. O primeiro foi conquistado com o título do Campeonato Brasileiro de 2010, e o segundo, a melhoria na estrutura, não foi realizada. Quero muito agradecer a todos que trabalharam comigo durante esse período e dizer que meu ciclo foi encerrado no clube. Quero agradecer também a Unimed, através de seu presidente Celso Barros, parceiro em todos os momentos, pelo apoio recebido durante todo o meu trabalho, e ao Alcides Antunes, que batalhou junto. O agradecimento especial é para torcida do Fluminense pelo total apoio enquanto comandei o time. Desejo muito sorte e sucesso a diretoria, a equipe, aos funcionários e torcida", declarou Muricy Ramalho, por meio de nota.